Alunos denunciam carne estragada e tapuru nas refeições de escola em Fortaleza
“Tinha muita gente na coordenação porque tava passando mal e também muita gente nos banheiros por isso", contou uma aluna da escola, no bairro Messejana
Alunos da escola José de Barcelos, em Messejana, bairro da região metropolitana de Fortaleza-CE denunciaram ter encontrado larvas em copos de sucos e em bebedouros, além de carne estragada na feijoada servida aos alunos.
Uma aluna da instituição, que optou por não ser identificada, relatou que as larvas, conhecidas como tapurus, também estavam presentes em outros alimentos servidos na escola, como arroz.
A estudante relata também que seu colega sentiu dores abdominais após comer a carne estragada da feijoada e que houve um fluxo considerável de alunos na coordenação e nos banheiros devido a problemas gastrointestinais: “tinha muita gente na coordenação porque tava passando mal e também muita gente nos banheiros por isso”, contou.
A administração da escola disse aos alunos que encaminharia a situação para a Secretária de Educação. A resposta não acalmou os estudantes, que retorquiram:
“Eles (coordenadores) disseram que desde o dia da carne estragada estão recolhendo informações para mandar para a Seduc. A dúvida que fica é: enquanto tão recolhendo provas, a gente continua comendo comida estragada? Com larvas? Não acredito que isso seja correto”.
Após repercussão do caso, a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) informou que, “em conformidade com a legislação vigente, iniciou os procedimentos de rescisão contratual e a aplicação de sanções à empresa responsável pelo fornecimento da alimentação escolar da EEEP José de Barcelos”.
A Secretaria reitera seu compromisso permanente com a segurança alimentar, a transparência nos processos e o bem-estar dos alunos da rede pública.
Outros casos no Ceará
Em 2024, empresas suspeitas de fraudar licitações foram denunciadas pelo Ministério Público por fornecer alimentos inadequados a escolas públicas (e presídios) no Ceará, movimentando R$ 1 bilhão. As irregularidades incluíam comida imprópria e desvios, com impactos em higiene e qualidade sanitária.
Em 2023, pais de alunos da Escola Municipal Francisco Uchôa, no município de Acopiara denunciaram a distribuição de merenda estragada, incluindo bananas totalmente impróprias para consumo.
No mesmo ano, o ministério Público do Ceará (MPCE) investigou denúncias de falta de merenda na rede pública municipal em Ipueiras. Relatos incluíam prateleiras vazias, freezers desligados e armazenamento inadequado, o que implicava riscos de higiene e deterioração de alimentos.
Também em 2023, pais relataram piora na qualidade da merenda em escolas municipais da capital do estado, Fortaleza, com queixas sobre alimentos inadequados e falta de higiene no preparo e distribuição. Na escola Dom Aloísio Lorscheider (na Praia do Futuro), alunos ficaram sem merenda por uma semana devido a greve de merendeiras.
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Comentários (2)
Marian
09.10.2025 09:18Deplorável, larvas na comida! Uma região que poderia estar numa situação confortável, porque é uma região geográfica estratégica, está mais próxima com o comércio do hemisfério norte, tem belezas naturais, e tantas outras riquezas. Mas como disse o pai dos pobres; quem melhora o aprendizado não vota no pt. Infelizmente, os estudantes do nordeste ficarão como estão.
Marcia Elizabeth Brunetti
09.10.2025 08:11Enquanto isso, o eleitor cearense continua firme dando voto para o pai dos pobre. Jamais admitirão que se Lula fosse bom já teria tido tempo para tornar toda a região Nordeste mais rica e menos dependente do Estado. Que pena dessas crianças.