Aliados puxam “Tarcísio presidente” em entrega de casas
Ney Santos e Eduardo Nóbrega pedem Tarcísio no Planalto e Ricardo Nunes na disputa pelo Palácio Bandeirantes em 2026
Durante cerimônia de entrega de 432 moradias populares em Embu das Artes, na Grande São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas foi chamado publicamente de presidente da República por lideranças políticas locais e parlamentares.
O evento, promovido pelo governo estadual por meio do programa Casa Paulista, também serviu como plataforma para menções ao prefeito da capital, Ricardo Nunes, como possível candidato ao governo de São Paulo em 2026.
O deputado estadual Eduardo Nóbrega, do Podemos, declarou: “Vamos ter um amigo na Presidência da República e um amigo no governo do estado”.
O ex-prefeito de Embu das Artes Ney Santos, do Republicanos, afirmou: “O estado de São Paulo está pequeno para você”. O atual prefeito, Hugo Prado, reforçou: “Tarcísio presidente”.
Apesar das manifestações, Tarcísio de Freitas evitou comentar as falas e não concedeu entrevistas após a solenidade.
Durante o discurso, limitou-se a agradecer e cumprimentar beneficiários. Ao ser abordado por apoiadores na saída, respondeu: “Deus está nos preparando grandes coisas”.
Ricardo Nunes também foi citado como potencial nome para a sucessão estadual. Eduardo Nóbrega disse: “Ricardo Nunes é nosso amigo no governo do estado”.
O prefeito tem sido elogiado por aliados do Republicanos pela atuação em áreas como segurança e pelos resultados do programa de vigilância SmartSampa, citado no evento como exemplo de gestão.
Embora a pauta oficial fosse institucional, centrada na entrega das moradias, o tom do encontro e os discursos refletiram o início das articulações para as eleições de 2026.
Tarcísio é hoje o principal nome da centro-direita cotado para a sucessão presidencial, após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro.
Ricardo Nunes, que nega ter planos de deixar a prefeitura antes de 2024, afirmou recentemente que não recusaria o desafio caso fosse convocado: “Se for para ajudar o grupo político, estarei à disposição”.
O governador paulista, por ora, mantém cautela e evita antecipar definições eleitorais.
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