Aldo Rebelo nega “candidatura laranja”: “Tenho uma biografia”
Ex-ministro de Lula rejeitou comparações com candidatura de Padre Kelmon
O ex-ministro Aldo Rebelo (DC) negou que sua pré-candidatura à Presidência da República seja uma “candidatura laranja”, voltada apenas à participação em debates eleitorais.
Ao ser questionado sobre uma eventual semelhança com Padre Kelmon, Rebelo rejeitou a comparação e defendeu sua trajetória política.
“Candidatura laranja é aquela que não tem o que apresentar para o país. Eu tenho, além de uma biografia vasta e longa, uma ideia clara do que o Brasil deve fazer para sair desse impasse — de um país quebrado, sem estrutura, apesar de ser rico. Sei como o Brasil pode sair do pântano em que se encontra”, afirmou em conversa com jornalistas nesta terça-feira, 14.
Desempenho
Pesquisa Apex/Futura, divulgada nesta terça-feira, 14, indica que Rebelo tem 0.8% das intenções de voto em cenário de primeiro turno.
A Apex/Futura entrevistou 2 mil pessoas em 895 cidades entre 7 e 11 de abril.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
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Em 22 de dezembro, Aldo Rebelo anunciou sua pré-candidatura.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, o ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff afirmou que o Brasil vive uma “situação de muita dificuldade”. Aldo Rebelo também disse que sua plataforma de governo tem como base os “4 Rs”, que envolvem a retomada econômica, a redução das desigualdades, a revalorização democrática e a reconstrução da segurança.
Ainda na gravação, feita em Viçosa (AL), Aldo Rebelo, que também já atuou na gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura de São Paulo, criticou a relação entre o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal.
As alegações de Aldo Rebelo
“Serei candidato à presidência da República, a partir do convite do partido Democracia Cristã. E o meu objetivo é apresentar uma plataforma que dê ao país um novo mundo. O Brasil vive uma situação de muita dificuldade. O Brasil vive uma espécie de encruzilhada histórica.
O Democracia Cristã é um partido modesto, já teve no seu passado figuras importantes como o ex-presidente Jane, do ex-governador Franco Montoro, mas hoje é um partido modesto, não tem fundo partidário, não tem bancada, mas em compensação o partido também não tem dono. O partido não é comandado pelo Supremo Tribunal Federal, pelos políticos profissionais, não é comandado pelos banqueiros da Faria Lima, é um partido independente e que pode muito bem apresentar uma plataforma alternativa para o Brasil.
Eu estou denominando de plataforma dos 4 RS. E qual é a plataforma ou o programa dos 4 RS? Em primeiro lugar, o da retomada do desenvolvimento econômico do Brasil. Desenvolvimento da economia, da indústria, da ciência, da tecnologia. Em segundo lugar, a redução das desigualdades em o Brasil, com muitas desigualdades, é preciso cuidar, em primeiro lugar, da educação como o principal fator para reduzir as desigualdades do Brasil. O terceiro R é o da revalorização da democracia, a democracia como base para a construção do nosso futuro, com tolerância, com diálogo e com a capacidade de nos ouvirmos, de nos considerarmos das nossas opiniões. que são muito diferentes muitas vezes sobre a situação do país. E o quarto R é o da reconstrução da agenda da segurança pública e da agenda da segurança nacional, da defesa nacional.
O Brasil, de fato, menosprezou ultimamente tanto a segurança pública, a sociedade está intimidada pelo crime organizado, como o Brasil também prezou a agenda da defesa nacional, enquanto o mundo cuida de aumentar os recursos para suas armadas. O Brasil tem, na verdade, desprezado as suas instituições armadas. Nós precisamos enfrentar o a situação do país com coragem, com determinação.
O governo o Brasil tem um governo de direito com o presidente da República, mas o Brasil tem um governo de fato, que é exatamente essa associação dentre o Supremo Tribunal Federal, que decide sobre tudo, sobre qualquer coisa, a presidência da República submetida a essa essas determinações do Supremo e naturalmente os banqueiros na Faria Lima que gozam do privilégio de ter um país 15% de juros ao ano e ao mesmo tempo com uma taxa de investimento de mínimo de 16%. Esse consórcio está submetendo o Brasil a um caminho da ruína, a um caminho do desastre, a um caminho do precipício e a um caminho da tragédia. É preciso tirar o Brasil do rumo do precipício.”
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