Alcolumbre vai negociar indulto a Bolsonaro por reeleição?
O presidente do Senado tenta conseguir o apoio da bancada bolsonarista na Casa e esvaziar a concorrência
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está disposto a articular um indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista e mantido em prisão domiciliar.
Segundo a Folha de S.Paulo, o movimento visa viabilizar o apoio da bancada bolsonarista à sua reeleição para o comando do Senado.
Em nome da pacificação do país, Alcolumbre disse a aliados que planeja conversar com o presidente Lula (PT), principal adversário político de Bolsonaro, para negociar um indulto humanitário ao ex-presidente.
Se o petista não concordar, Alcolumbre pode trabalhar para que o Congresso aprove a anistia a Bolsonaro.
STF
O plano do presidente do Senado também envolve o Supremo Tribunal Federal.
Conforme o jornal, Alcolumbre irá buscar o compromisso da direita de se concentrar em uma reforma estrutural do Poder Judiciário e abandonar a pressão pelo impeachment de ministros da Corte.
A avaliação do presidente do Senado é que a pauta perdeu força com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
Os concorrentes de Alcolumbre
Alcolumbre tem pelo menos dois concorrentes da direita na disputa pela presidência do Senado.
Um deles é a senadora Teresa Cristina, embora seu partido, o PP, tenha manifestado apoio à candidatura de Alcolumbre.
Em texto divulgado nas redes sociais, a ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro afirmou que o voto é “livre, soberano e secreto”. Segundo ela, os senadores eleitos e reeleitos “têm todo o direito de expressar, no momento apropriado, sua vontade e, naturalmente, a dos eleitores que representam”.
Tereza Cristina não citou o próprio nome como candidata, mas descreveu como pretende se portar nas próximas semanas.
“Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina. Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, escreveu.
Outro possível candidato ao cargo é o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro.
A eleição para a presidência do Senado ocorre em fevereiro de 2027. O voto é secreto, e não há registro de como cada senador se manifestou.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
28.10.2026 09:16A resposta do nosso Senado tem que ser um sonoro NÃO !!! Alcolumbre tem que SAIR DA PRESIDÊNCIA DO SENADO !!