Alcolumbre e Lula querem fazer as pazes?
Senado e Planalto tentam esquecer o passado (de uma semana) para uma reaproximação depois da indicação e queda de Messias
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enviou um recado ao Palácio do Planalto: se Lula quiser fazer as pazes, ele também quer. Segundo a Folha, Alcolumbre pediu uma reunião com o presidente para aparar as arestas deixadas pela rejeição ao nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo. O que passou, passou.
Gestos mútuos após embate
Lula percebeu que o Congresso não está para petista e sinalizou que prefere uma reaproximação para não “aprofundar o conflito”. Nos dias seguintes à derrota, o presidente orientou seus articuladores a adotar postura conciliatória, resumida na frase “vida que segue”.
O ministro da Defesa, José Mucio já foi pessoalmente ao Senado para avaliar o clima político. José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, almoçou com Alcolumbre. Na manhã desta quinta-feira, 7, foi a vez de o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), fazer o cortejo.
Alcolumbre sustenta, em conversas reservadas, que não atuou contra a indicação de Messias e que chegou a alertar o Planalto sobre o risco de rejeição antes da votação. A recusa teria refletido uma insatisfação da Casa, não uma operação da sua parte.
Pautas do governo dependem do Senado
O Planalto sabe que precisa preserva alguma relação com o Congresso para não ver amarrada de vez a agenda legislativa. Estão sob controle de Alcolumbre a votação das PECs do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e da Segurança Pública, além do projeto que disciplina a exploração de minerais críticos no país.
A pressão maior, porém, recai sobre a PEC que extingue a escala de trabalho 6×1. Considerada prioridade do governo para o ciclo eleitoral, a proposta tramita na Câmara e deve ser votada até o final de maio. Para chegar a plenário no Senado antes de junho — quando a pré-campanha presidencial tende a paralisar o calendário legislativo —, o Planalto precisará da colaboração ativa do presidente da Casa.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)