Alcolumbre assina compromisso com “PEC antigolpe”
Senadores defendem a celeridade na tramitação e deliberação de PEC "sobre crimes contra o Estado de Democrático de Direito"
O candidato à presidência do Senado, Davi Alcolumbre (União-AC), fez acordo com o MDB, de Renan Calheiros e Eduardo Braga, por um pacote de compromissos focados em sua reeleição. Entre os pontos destacados, estão o compromisso com a “democracia e o Estado Democrático de Direito” no âmbito das “deliberações políticas e legislativas do Senado Federal e do Congresso Nacional” e com o avanço da PEC 35 de 2022, que estabelece que o julgamento de crimes de intolerância política e atos contra a democracia seja de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ato fez crescer as especulações de que a bancada ligada ao governo Lula no Senado trabalha para afastar a possibilidade de avanço da proposta de anistia aos presos do 8 de janeiro.
“Nesta carta, assinada pelos integrantes da bancada, os senadores emedebistas defendem: o permanente diálogo institucional entre os Poderes da República; a celeridade na tramitação e deliberação da PEC 35/2022 (sobre crimes contra o Estado de Democrático de Direito) e dos projetos de lei do chamado “pacote em defesa da democracia”, diz uma nota divulgada pelo partido.
Também foi divulgada uma imagem com a assinatura de Alcolumbre abaixo da expressão “de acordo” em referência aos itens listados pela bancada emedebista.
Liderança do MDB
Na reunião da bancada do MDB no Senado, realizada nesta quarta-feira,04, foi decidido, de forma unânime, que o senador Eduardo Braga (AM) continuará como líder do partido para o biênio 2025/2026. A informação foi confirmada por Calheiros (MDB-AL) em plenário.
“ O senador Eduardo Braga tem conduzido o partido na sua liderança com muita abertura, assertividade e tem nos representado em todos os momentos no trabalho legislativo. Por unanimidade, a bancada do MDB o reconduziu à liderança para o biênio 2025/2026”, afirmou Calheiros.
Durante a reunião da bancada, os senadores do MDB foram unânimes no apoio à candidatura de Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado, na disputa pela sucessão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no ano seguinte.
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