Alckmin defende mandato para ministros do STF
Vice-presidente diz que medida seria um "bom caminho" para a reforma do Judiciário
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu nesta terça-feira, 5, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passem a ter mandato, da mesma forma que ocorre nos cargos do Executivo e do Legislativo.
Em entrevista à GloboNews, ele afirmou que a proposta pode ser um “bom caminho” para uma reforma do Poder Judiciário.
“Eu defendo, já defendia lá atrás – não é agora não – é que tem que ter mandato. Mandato. No mundo inteiro ou é [sic] 10 anos, ou é 12 anos, mas você tem que ter mandato. Essa coisa de vitaliciedade…”
“Não falei com ele [Lula], isso me ocorreu há poucos dias. Ele acabou viajando, eu também cheguei ontem à noite. Mas sempre defendi. Nós deveremos ter mandato. Cumpre o mandato, prestou serviço ao país, substitui, entra outro. Esse acho que é um bom caminho para a reforma do Judiciário.”
Messias rejeitado
Na segunda, 4, Alckmin lamentou a decisão do Senado de rejeitar o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Em entrevista coletiva, ele avaliou que a rejeição é negativa para o funcionamento da Corte, que seguirá com uma cadeira vaga até que seja feita uma nova indicação.
“Primeiro, quero lamentar a não eleição do Jorge Messias, porque é uma pessoa preparada, jurista, com experiência, com espírito público, uma vida dedicada ao serviço público. Mas, enfim, isso compete ao Congresso Nacional”, afirmou Alckmin em São Paulo.
Eu acho que o presidente Lula está definindo sua nova indicação”, disse o vice-presidente.
Simone Tebet
Um dos nomes cotados para assumir a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso é o da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet.
Ela evitou comentar sobre uma possível indicação de seu nome à vaga aberta no STF.
Em entrevista ao SBT News, Tebet afirmou que há um “anseio” por maior representatividade na Corte, especialmente pela indicação de uma mulher. Segundo ela, caso a escolha seja por uma mulher negra, o momento seria “histórico”.
“Eu tô vendo só pela mídia ainda. Muitos pequenas essas observações. Não há nenhuma sinalização nesse sentido. Talvez algumas pessoas tenham a lembrança do meu nome – e corretamente – há um anseio da população, há um anseio da classe política, há um anseio de nós, mulheres, de que o presidente Lula possa, dessa vez, indicar uma mulher. Eu sou da área jurídica, enfim, não vou colocar o meu currículo aqui porque eu não estou colocando à disposição o meu nome para esse cargo. Mas assim, que seja uma mulher, né?”, disse.
“E se tivermos uma mulher negra seria histórico, que coisa maravilhosa. Eu recebo essa lembrança com carinho. Eu não quero ser coringa, não quero ser aquela que cabe em qualquer lugar”, acrescentou.
Governo bate cabeça
No Planalto, auxiliares do presidente afirmam que a decisão sobre o próximo passo ainda não foi tomada.
Há duas correntes: uma defende deixar a cadeira vazia para evitar nova derrota em ano eleitoral; outra propõe indicar uma mulher negra, apostando que uma eventual recusa do Senado geraria custo político para a oposição.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que havia defendido publicamente o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo, prometeu à bancada de oposição que a escolha definitiva ficaria a cargo do vencedor das eleições de outubro.
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