Alckmin acredita em acordo Mercosul–UE apesar de adiamento
Governo brasileiro projeta assinatura em breve, após adiamento decidido pela Comissão Europeia em Bruxelas
O vice-presidente Geraldo Alckmin espera que a formalização do tratado entre Mercosul e União Europeia aconteça em breve. A decisão de postergar a assinatura do documento partiu da liderança europeia. A medida visa superar divergências internas entre os países do bloco continental.
O projeto estabelece a criação de uma zona de livre comércio de escala global. As discussões para a implementação do texto ocorrem há mais de duas décadas. O documento define normas para a circulação de produtos industriais e agropecuários, além de investimentos.
Geraldo Alckmin enfatizou a relevância da parceria para o cenário econômico internacional: “O acordo Mercosul-União Europeia, esperamos que seja um adiamento curto, porque é importante para o Mercosul. Esperamos que o mais rápido possível seja assinado o acordo que é importante para a União Europeia, para o Mercosul e para o mundo”.
França se opõe, Itália hesita, Alemanha e Espanha aprovam
A França encabeça a oposição ao texto por projetar impactos aos seus produtores rurais. O governo francês exige garantias extras para o setor agrícola. A Itália é reticente, embora existam sinais de possível flexibilização por parte de Roma.
Nações como Alemanha e Espanha defendem a aprovação do tratado. Para esses governos, o pacto diminui a dependência comercial em relação à China. O acordo também funcionaria como proteção contra tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O presidente Lula tem demonstrado confiança na superação dos entraves diplomáticos. O governo brasileiro avalia que as resistências italianas serão resolvidas nas próximas semanas. A conclusão do processo trará novas regras para prestação de serviços e padrões regulatórios.
Só falta assinar
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que existe suporte político para a ratificação. Segundo a dirigente, houve um entendimento comum sobre a necessidade de um ajuste no cronograma. Ela classificou a interrupção como um “adiamento ligeiro”.
A validação do texto pelo Conselho Europeu demanda maioria qualificada. É necessário o voto favorável de pelo menos 15 dos 27 Estados-membros. Esses países devem representar, no mínimo, 65% da população total do bloco.
O tratado pretende reduzir ou eliminar tarifas de importação e exportação entre as regiões. A intensificação dos diálogos ocorreu durante reuniões em Bruxelas nesta semana. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços acompanha a evolução dos termos finais.
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