Alberto Neto critica Moraes por busca contra fonte de jornalista
Ao programa Meio-Dia em Brasília, o deputado afirmou que a medida representa uma ameaça ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa
O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) criticou, nesta quarta-feira, 12, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas contra pessoas apontadas como fontes do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida.
Em entrevista ao programa Meio-Dia em Brasília, de O Antagonista, o deputado afirmou que a medida representa uma ameaça ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa.
“A tirania da toga está cada vez escalando mais, comprovando para o Brasil inteiro que nós estamos vivendo uma ditadura da toga”, disse.
A operação foi realizada pela Polícia Federal na terça-feira, 11. Um dos alvos foi Raimundo Cutrim, apontado como fonte de reportagens de Luís Pablo sobre o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino.
Segundo o deputado, uma eventual investigação criminal não justificaria a violação do sigilo jornalístico.
“Não podemos rasgar a Constituição para entrar num devido processo criminal”, afirmou. “A polícia tem a obrigação de fazer investigação com profundidade, atrás de testemunhas, colher relatórios, construir provas realmente robustas.”
Críticas ao Senado
Alberto Neto também direcionou críticas ao Senado. Para ele, que também disputa uma vaga na Casa Alta, o Parlamento tem sido “apático” diante de decisões do Supremo e deveria exercer seu papel de contrapeso.
“O Senado está apático, mãos amarradas, de joelho perante o ministro Alexandre Moraes e a Suprema Corte”, declarou.
O deputado, que é candidato ao Senado em 2026, defendeu que os próximos senadores tenham disposição para analisar pedidos de impeachment de ministros do STF em casos de eventual crime de responsabilidade.
“Não pode ser uma bandeira principal o impeachment de um ministro, mas o brasileiro tem que olhar para o candidato ao Senado e saber que ele vai ter a coragem de enfrentar um processo de impeachment de um ministro, caso ele cometa o crime de responsabilidade”, afirmou.
O deputado encerrou a entrevista defendendo que ministros do Supremo também estejam sujeitos à responsabilização prevista na Constituição.
“Os ministros da Suprema Corte não são deuses, eles não estão acima da nossa lei, não estão acima da Constituição”, disse.
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