AGU vai recorrer de decisão que determinou afastamento de diretor-geral da PF
Jorge Messias pretende utilizar a mesma argumentação adotada por André Mendonça quando ele exercia o cargo
O advogado-geral da União, Jorge Messias, pretende protocolar ainda nesta terça-feira, 8, um recurso contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A ideia do atual AGU é usar a mesma argumentação utilizada por Mendonça quando ele exerceu o cargo durante o governo Jair Bolsonaro. Em abril de 2020, Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para exercer o cargo de delegado-geral da Polícia Federal do governo Jair Bolsonaro. Moraes argumentou desvio de finalidade no ato.
Ramagem é amigo da família Bolsonaro e iria substituir Maurício Valeixo. A demissão de Valeixo foi o estopim da crise entre Jair Bolsonaro e o então ministro da Justiça Sergio Moro.
Na época, André Mendonça pediu ao STF a suspensão da decisão de Moraes argumentando que a nomeação ou exoneração do diretor-geral da PF é um ato discricionário da Presidência da República. Agora, Messias pretende usar exatamente esse mesmo argumento para tentar reverter o afastamento de Andrei Rodrigues determinado por Mendonça.
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