AGU corta salário de ex-presidente do INSS preso por fraudes
Alessandro Stefanutto recebia cerca de R$ 32 mil como procurador federal
A Advocacia-Geral da União (AGU) suspendeu o salário do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto, preso sob suspeita de envolvimento em fraudes em benefícios previdenciários. A medida também atingiu o ex-procurador do INSS Virgilio Antonio Filho.
Segundo a AGU, a decisão foi tomada após ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a prisão preventiva de Stefanutto no âmbito da Operação Sem Desconto.
O órgão entendeu que a restrição de liberdade e a ausência ao trabalho justificam o corte da remuneração, incluindo honorários advocatícios.
Stefanutto recebia cerca de R$ 32,4 mil como procurador federal, valor que podia ser elevado por verbas adicionais.
Dados do Portal da Transparência mostram que esses extras chegaram a ultrapassar R$ 15 mil em alguns meses.
Operação Sem Desconto
Stefanutto foi preso em novembro de 2025 e já havia sido afastado da presidência do INSS meses antes, após o avanço das investigações.
A suspeita é de que ele tenha atuado para interferir na apuração, inclusive questionando medidas contra associações investigadas.
A suspensão dos salários vale desde a data da prisão, mas só foi aplicada na folha de fevereiro. Por isso, a AGU informou que adotará medidas para reaver valores pagos entre novembro e janeiro.
A operação da Polícia Federal apura um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
As cobranças eram feitas diretamente nos benefícios pagos a segurados do INSS.
As investigações indicam que o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)