Advogados de Bolsonaro querem ampliar prazo de defesa
Representantes do ex-presidente requereram o mesmo tempo que teve o procurador-geral, Paulo Gonet, para formalizar a denúncia
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitaram nesta quinta-feira, 20, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o prazo de 83 dias para a apresentação da defesa prévia à denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a suposta participação na trama golpista, segundo o jornal Folha de S.Paulo.
No documento, a defesa do ex-presidente embasa o pedido ao dizer que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, utilizou o mesmo período para formalizar a denúncia.
“Desta forma, a concessão de prazo de 83 dias para que a Procuradoria-Geral da República analisasse este amplo conjunto de autos e elaborasse sua acusação deve ser repetido à defesa“, diz trecho.
Bolsonaro minimizou a denúncia oferecida pela PGR e disse não estar preocupado.
“Estou tranquilo. É o golpe da Disney. Estava lá (nos Estados Unidos) com o Pato Donald e o Mickey e tentei dar o golpe de 8 de janeiro aqui. O tempo todo (dizem): ‘Vamos prender Bolsonaro’. Caguei para prisão. A turma que devolveu R$ 5 bilhões em delação premiada não tem nenhum preso”, afirmou.
Anulação da delação de Cid?
O advogado de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), Celso Vilardi, afirmou ao jornal O Globo que pretende pedir a anulação da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente da República.
Vilardi vai argumentar que Cid foi pressionado a firmar parte do acordo principalmente após o tenente-coronel ter DITO que policiais queriam que ele desse informações sobre as quais não tinha conhecimento.
Além disso, há o entendimento de que Cid firmou o termo de colaboração sob pressão, quando estava preso, infringindo uma tese que o próprio STF fixou em 2015, no julgamento de um habeas corpus em favor do doleiro Alberto Youseff no âmbito da Lava Jato. O seu advogado à época era José Luiz de Oliveira Lima, o Juca, que hoje defende Braga Netto.
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