Acusado de desviar R$ 146 milhões via Pix é preso na Argentina
Prisão do influenciador Gabriel Spalone ocorreu após ele ser incluído na Difusão Vermelha da Interpol
O influenciador e empresário Gabriel Spalone (foto), de 29 anos, foi preso na noite deste sábado, 27, ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Buenos Aires, na Argentina. Ele é suspeito de participar de um esquema que desviou R$ 146 milhões via Pix.
A prisão ocorreu após Spalone ser incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Segundo a Polícia Federal, a ação contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo e de autoridades da Argentina, Panamá, Paraguai e Estados Unidos. Ele deve ser extraditado para o Brasil.
Como mostramos, Spalone havia sido detido no Panamá na sexta-feira, 26, mas foi liberado por não haver ordem de prisão internacional nem registro na lista da Interpol.
O influenciador é dono das empresas Dubai Cash e Next Trading Dubai e acumula mais de 800 mil seguidores nas redes sociais. Ele estava foragido desde terça-feira, quando a Polícia Civil deflagrou a Operação Dubai, que também resultou na prisão de outros dois suspeitos.
De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, a inclusão de Spalone na Difusão Vermelha foi fruto de uma ação conjunta com a Polícia Federal. O delegado Paulo Barbosa afirmou que a medida permitiu a captura do empresário logo após sua chegada à Argentina.
O advogado Eduardo Maurício, representante de Spalone, afirmou que requereu a revogação da prisão e a exclusão do influenciador da lista da Interpol. Ele também recorreu à Corte Interamericana de Direitos Humanos para que Gabriel possa responder ao processo em liberdade.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil e da Polícia Federal, e o empresário permanecerá à disposição da Justiça brasileira enquanto aguarda os trâmites de extradição.
Operação Dubai
A Operação Dubai foi realizada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) da Polícia Civil de São Paulo e incluiu mandados de busca e apreensão na capital paulista. A investigação apontou que o esquema utilizou credenciais de prestadora de serviços para movimentar os valores de forma ilícita.
Os dois outros presos, Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva, estariam envolvidos na apropriação de quase R$ 75 milhões do total desviado. Eles devem responder pelos crimes de furto mediante fraude e associação criminosa.
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Comentários (2)
Ita
28.09.2025 10:30Ricardo Nery, gostei de sua opinião. Corretíssima. Ao meu ver, parece que há, por alguns órgãos e pessoas uma romantização da bandidagem, no Brasil.
Ricardo Nery
28.09.2025 08:24O empresário brasileiro realmente é visto de forma torpe pela sociedade. Não é um pagador de impostos, um gerador de empregos e desenvolvimento mas um esperto, um golpista. O sujeito desvia milhões e só porque tem empresas é empresário. Não, ele não é empresário! Ele é um ladrão! Nessa linha de raciocínio torta o PCC está se tornando um grupo empresarial…