ACM Neto mantém apoio a Caiado
Ex-governador de Goiás deixou o partido do ex-prefeito de Salvador para ser candidato a presidente pelo PSD
Pré-candidato a governador da Bahia e vice-presidente do União Brasil, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto manteve o apoio à candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República.
Caiado trocou o União Brasil de Antonio Rueda e ACM Neto pelo PSD de Gilberto Kassab.
“O nosso palanque vai conviver com mais de um partido e, naturalmente, respeitar as ligações político-partidárias de cada um com diferentes candidaturas à Presidência da República. Agora, a minha posição os baianos já conhecem: eu estou ao lado de Ronaldo Caiado.
Ele esteve em Salvador para lançar sua pré-candidatura a presidente e nós temos uma relação histórica, construída com amizade, carinho, respeito e admiração pelo trabalho que ele vem realizando em Goiás.
Caiado se destacou nacionalmente por uma gestão de resultados, com projetos de alto impacto que transformaram a vida das pessoas, especialmente nas áreas de segurança pública, educação, geração de emprego e desenvolvimento social”, escreveu ACM Neto no X.
Segunda via e meia
O lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado pelo PSD, em 30 de março, frustrou quem esperava um nome capaz de romper a polarização entre o lulismo e o bolsonarismo.
Caiado não é de centro. É de direita.
No discurso de lançamento de sua pré-candidatura, ele deixou claro seu lado, ao afirmar que defenderá uma “anistia ampla, geral e irrestrita” — uma bandeira do bolsonarismo.
Se a escolha do cacique do PSD, Gilberto Kassab, recaísse sobre Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, o nome do partido disputaria votos com Lula, e talvez até com Jair Bolsonaro.
Kassab, contudo, entendeu que não existe a possibilidade de tirar votos de Lula, que é hegemônico na esquerda.
“Kassab avaliou provavelmente corretamente que o estoque de votos disponível para o Eduardo Leite na esquerda é menor do que o estoque disponível de votos na direita”, afirma o cientista político Leonardo Barreto, colunista de Crusoé.
Pelas pesquisas, cerca de metade dos eleitores hoje com Flávio estariam disponíveis a ouvir uma proposta diferente. É a direita não bolsonarista, que quer o melhor candidato para enfrentar Lula.
Isso mostra que, se quiser ir para o segundo turno, Caiado terá de atrair os brasileiros que se inclinaram a votar em Flávio após o lançamento de sua pré-candidatura, no final do ano passado.
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