“Acertar a dose é a arte de política monetária”, diz Haddad sobre juros
Ministro da Fazenda diz que guerra no Irã não deve afetar expectativa de corte de juros
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), voltou a comparar nesta terça-feira, 3, a taxa de juros a uma “dose de remédio”.
Segundo ele, “acertar a dose é a arte da política monetária”.
“Você conduz as expectativas, você não pode se colocar como espectador de arquibancada. Você é um player e você tem que saber fazer conduzir as expectativas e a política econômica na direção correta para aplicar a dose correta”, disse o ministro em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.
A próxima reunião do Copom, do Banco Central (BC), está marcada para 17 e 18 de março. A expectativa do mercado é de que o ciclo de afrouxamento seja iniciado.
Guerra no Irã
Na entrevista, Haddad afirmou que a guerra no Irã não altera, no curto prazo, o cenário esperado de cortes na taxa Selic.
Segundo ele, o impacto sobre a economia brasileira ainda depende da evolução do conflito.
“Tudo é uma questão de momento, nós estamos falando de hoje. A gente não sabe como é que esse conflito vai acontecer, como é que as coisas vão suceder, mas é muito cedo para falar de uma reversão do que está mais ou menos contratado, que é um ciclo de cortes”, disse.
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