“Acabei de coletar o meu DNA”, anuncia relator da CPMI do INSS
Deputado Alfredo Gaspar foi acusado de estupro por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL, foto), relator da CPMI do INSS, divulgou um vídeo nesta quinta-feira, 23, em que aparece realizando um exame de DNA na Polícia Científica de Alagoas.
Gaspar tomou a iniciativa após acusações feitas pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke, que mencionaram suspeitas de estupro de vulnerável e tentativa de ocultação de fatos, com base em documentos e mensagens que afirmam ter recebido.
“Eu estou aqui na perícia oficial do estado de Alagoas. Por livre e espontânea vontade, pedi uma ordem judicial para fazer essa coleta, o meu teste de DNA. Fui acusado de forma covarde, vil e abjeta por membros do Partido dos Trabalhadores de algo que não pratiquei.
As acusações foram feitas durante sessão da CPMI do INSS, enquanto Gaspar apresentava o relatório final da comissão.
“Cortina de fumaça”
O deputado afirmou que o PT criou essa “cortina de fumaça” no dia em que pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Lulinha, filho do presidente Lula, que acabou rejeitado após articulação da base governista.
“A cortina de fumaça foi justamente no dia em que pedi a prisão do filho do presidente da República. O PT age assim. Quem tem a verdade, não teme absolutamente nada. O crime que praticaram contra a minha pessoa foi vil e abjeto. Mas a verdade é soberana. Eu só quero justiça, eu quero celeridade, o povo brasileiro merece essa resposta imediata”, afirmou Gaspar.
Denúncia
Lindbergh e Soraya apontam suspeitas de estupro de vulnerável e tentativa de ocultação dos fatos, com base em documentos e mensagens que dizem ter recebido.
Eles pediram sigilo na tramitação e a adoção de medidas urgentes para preservar provas e proteger os envolvidos.
A dupla enviou à Polícia Federal um pedido de investigação sobre o deputado.
Segundo o relato, a denúncia envolve um caso ocorrido há cerca de nove anos, em Alagoas, quando a vítima teria 13 anos.
Os autores relatam uma gravidez e que teriam ocorrido tratativas financeiras para evitar que o caso fosse levado às autoridades.
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