A visita de Haddad a Alcolumbre
Ministro da Fazenda busca aproximação com o Congresso Nacional e vai à residência oficial do Senado para discutir agenda econômica
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, segue tentando aproximar o governo Lula do Congresso Nacional. Nesta terça-feira, 11, às 14h, o ministro irá até a residência oficial do Senado para discutir a pauta econômica com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP). As prioridades do governo serão discutidas com o chefe da Casa Alta.
Na última semana, Haddad esteve na Câmara dos Deputados para discutir a pauta prioritária do Planalto. Na ocasião, o ministro fez menção elogio a Motta e ao desepenho dos deputados.
“Vim em primeiro lugar agradecer o que já foi feito pela Câmara ao longo desses dois anos, sob a liderança do deputado Arthur Lira (PP-AL). De projetos estratégicos, foram 32 aprovados. E trouxemos [a agenda] a conhecimento do presidente Hugo Motta, que conviveu conosco nesses dois anos como líder. Foi um líder de muito prestígio e muita efetividade”, disse Haddad.
E acrescentou: “Trouxemos para ele uma pauta com 25 iniciativas, das quais 15 ainda dependem do Legislativo. Oito projetos que já estão tramitando, e sete que serão encaminhados nas próximas semanas”, contabilizou.
Aceno ao mercado financeiro
De acordo com Haddad, alguns dos projetos na lista de prioridades do governo não têm impacto imediato, mas são essenciais para aprimorar o “ambiente de negócios” – ou seja, atrair investimentos e estimular a economia.
“Nunca vai haver uma bala de prata. Mesmo a reforma tributária, com toda a sua grandeza, ela tem a repercussão no PIB, mas diluído no tempo. Então, é tijolinho por tijolinho que vamos construir uma economia robusta”, completou o ministro.
Perda de arrecadação e imposto de renda
Haddad revelou que a equipe econômica já definiu uma estratégia para compensar a redução da arrecadação decorrente da atualização da tabela de isenção do Imposto de Renda.
Na semana passada, o presidente Lula declarou que o projeto para ampliar a faixa de isenção para até R$ 5 mil, promessa de campanha do governo lulista, ainda estava sendo elaborado, pois faltava definir como a compensação seria feita no orçamento.
Haddad afirmou que a solução já foi formulada, mas que ainda será apresentada ao presidente. O ministro ressaltou que não poderia divulgar detalhes sobre a medida nem os valores envolvidos, uma vez que depende da aprovação de Lula.
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Comentários (1)
JEAN PAULO NIERO MAZON
10.02.2025 19:15Lula é a caricatura do seu cunhado, vivendo nas festas, carro novo e sem trabalho fixo! Aí quando recebe a conta, coloca a culpa na sogra e na irmã.... que nao ajudam