A nova estratégia da defesa de Braga Netto
A defesa do ex-ministro-chefe da Casa pediu que a resposta à denúncia da PGR ocorra somente após manifestação de Mauro Cid
A defesa do ex-ministro-chefe da Casa Civil Braga Netto pediu ao ministro do STF Alexandre de Moraes para responder à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o suposto relacionado ao golpe de Estado apenas após a manifestação do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Mauro Cid.
Na petição, Braga Netto ainda solicita que o prazo para a manifestação seja dilatado em pelo menos 15 dias e que esse período seja contabilizado a partir da data do protocolo de apresentação da defesa de Cid.
“Ainda na linha do que bem se consignou nos autos do HC 166.373,7 constata-se que a fase atual destes autos (apresentação da primeira defesa) não só é compatível com o direito de se manifestar após o delator, mas que tal direito é tão crucial nesta fase quanto na de apresentação das alegações finais”, disse a defesa de Braga Netto.
“A Constituição Federal não deixa margem de dúvida quanto à incidência da ampla defesa e do contraditório em procedimentos investigatórios que antecedem a ação penal – como este –, tanto quanto na própria ação penal”, acrescentam os advogados de Mauro Cid.
Os advogados já haviam solicitado a dilatação do prazo no mês passado, mas o pedido foi negado por Moraes. Ainda nesta nova petição, os advogados solicitam que, caso ocorra nova negativa, que o pedido seja apreciado pela 1ª Turma, não de forma monocrática por Moraes.
Michele Bolsonaro critica denúncia da PGR: “Pau de Arara”
Em entrevista exclusiva a O Antagonista, a ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro disse que o avanço das investigações contra o ex-presidente coincide com os momentos em que o governo Lula enfrenta reprovação diante da opinião pública. “Essas coisas parecem surgir para tentar disfarçar as trapalhadas do governo”.
A presidente do PL Mulher sugeriu ainda que a intenção por trás dessas ações pode ser a de “esconder as vergonhosas anulações das penas dos criminosos condenados na Lava Jato”.
Em relação à ação da Procuradoria Geral da República, que denunciou Bolsonaro e outras 32 pessoas na última semana, Michelle criticou os métodos da instituição.“Estão tentando justificar tudo com base em uma delação que, aparentemente, foi obtida por meio de ameaças e práticas que mais se assemelham a uma ‘tortura psicológica’, um ‘pau de arara do século XXI”, afirmou.
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