A nova data do encontro de Onyx Lorenzoni com a CPMI do INSS
Ele deveria ter sido ouvido em 4 de setembro, mas pediu para adiar a data de seu depoimento porque estava em viagem internacional
O ex-ministro da Previdência do governo Jair Bolsonaro Onyx Lorenzoni vai comparecer à CPMI do INSS em 6 de novembro, após acordo com a cúpula do colegiado.
Ele deveria ter sido ouvido em 4 de setembro, mas pediu para adiar a data de seu depoimento porque estava em viagem internacional.
Na segunda que vem 27, devem comparecer Alexandre Guimarães, ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS, e Cecília Rodrigues Mota, apontada por parlamentares como presidente de fachada de várias entidades. A presença dela ainda não foi confirmada.
Na terça, 28, a comissão ouvirá Domingos Sávio de Castro, sócio de empresas de call center, e Henrique Binder Galvão, piloto de avião da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).
O depoimento seguinte está previsto para 3 de novembro, com Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira da Pesca e Aquicultura (CBPA).
Em 10 de novembro, será ouvido Aristides Veras dos Santos, presidente da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e irmão do deputado Carlos Veras (PT-PE). Na quarta, 13, a CPMI ouvirá Eric Douglas Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis.
O último depoimento da série será em 17 de novembro, com Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios do INSS.
O apelo do relator da CPMI do INSS ao ministro André Mendonça
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), fez um apelo ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que decrete as prisões preventivas solicitadas pela comissão. A manifestação pública do parlamentar ocorreu pouco antes do início da oitiva do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho no colegiado. Virgílio está sendo ouvido nesta noite.
“Ministro André Mendonça, confiamos plenamente em vossa excelência. Sabemos da sua seriedade, do seu equilíbrio, do seu compromisso com a verdade. Mas o tempo da paciência acabou, ministro, agora é tempo de ação. Decrete as prisões já aprovadas por esta CPMI”, falou o congressista.
“São 19 pedidos, todos baseados em provas documentais, periciais, testemunhais, que comprovam a atuação direta de pessoas e entidades no desvio de recursos da previdência, no roubo de aposentados, no enriquecimento ilícito às custas da miséria dos brasileiros. Esses homens não vivem sob suspeita, vivem do roubo dos mais pobres, excelência. Enquanto o aposentado chora diante do contracheque, eles brindam com champagnes e vinhos caríssimos importados”.
Ele prosseguiu: “Milhões foram gastos dessa forma. Não é erro, excelência, é covardia. É roubo da velhice ao escalo contra quem construiu este país com as próprias mãos. Enquanto o povo pede respeito, eles compram o silêncio e a blindagem. Enquanto aposentados esperam por Justiça, o fraudador faz check-in pelo mundo. Dubai, Miami ou paraísos fiscais, onde podem esconder o dinheiro roubado”.
Mendonça é o relator, no STF, das investigações sobre os descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)