“A farsa das valas comuns está oficialmente morta, e ninguém será responsabilizado”
Matt Walsh denuncia farsa das valas comuns no Canadá e a cumplicidade da imprensa e do governo
O jornalista americano Matt Walsh publicou nesta quinta-feira, 27, no Daily Wire, artigo intitulado “A farsa das valas comuns está oficialmente morta, e ninguém será responsabilizado”.
Walsh denuncia como a narrativa de que crianças indígenas foram enterradas em valas comuns no Canadá foi amplamente disseminada por políticos e jornalistas, mas nunca teve evidências concretas. Apesar disso, ninguém admite o erro.
“Por anos, o governo canadense e a mídia estatal divulgaram como verdade absoluta que valas comuns foram encontradas em internatos para crianças indígenas administrados pelo governo e por igrejas cristãs”, escreve Walsh. No entanto, segundo ele, “mais de três anos depois, não foi encontrado um único corpo em uma vala comum em qualquer escola residencial do Canadá”.
Esses internatos funcionaram entre os séculos XIX e XX com o objetivo de assimilar crianças indígenas à cultura ocidental. Elas eram separadas de suas famílias e impedidas de falar suas línguas nativas. Há relatos de abusos e de mortes devido a doenças e negligência, mas nunca foram comprovadas as valas comuns que geraram indignação pública e ataques a igrejas.
Walsh detalha que essa narrativa surgiu a partir de supostas descobertas feitas por radar de penetração no solo, mas os relatórios nunca foram conclusivos. “O alegado ‘cemitério’ em Kamloops, por exemplo, revelou-se na verdade uma vala séptica construída em 1924 para armazenar esgoto”, aponta. Mesmo assim, a história foi aceita sem questionamento, gerando um impacto devastador: “dezenas de igrejas cristãs foram incendiadas”, e o então primeiro-ministro Justin Trudeau chegou a dizer que os ataques eram “compreensíveis”.
A mídia americana também teve um papel central na disseminação da alegação. “O New York Times foi um dos primeiros a noticiar as valas comuns em 2021”, lembra Walsh, destacando que a cobertura do jornal se baseou na premissa de que as valas eram reais, sem questionamento. O programa 60 Minutes, da rede CBS, também contribuiu para espalhar a história.
Agora que a narrativa começa a desmoronar, Walsh acusa o governo canadense de simplesmente “sair de fininho”. “Os fundos destinados à busca pelos supostos corpos estão sendo cortados, mas ninguém se desculpa, ninguém assume a responsabilidade”, afirma. Segundo ele, milhões de dólares foram gastos em investigações que não produziram provas concretas.
Walsh também critica a classe política canadense, incluindo os conservadores, por não confrontar diretamente a farsa. Ele cita um recente episódio no Parlamento canadense em que uma deputada foi pressionada a se retratar por questionar a existência das valas. “Nenhum político rebateu os fatos que ela trouxe. Apenas disseram que era ‘inapropriado’ desafiar essa narrativa”, denuncia.
Além disso, Walsh alerta para o que vê como um crescente autoritarismo no Canadá e sua hostilidade ao cristianismo e aos Estados Unidos. “Chrystia Freeland, que pode ser a próxima primeira-ministra do Canadá, já falou abertamente sobre juntar-se a uma aliança nuclear para lidar com a ‘ameaça’ representada pelos Estados Unidos”, afirma. Ele relembra que Freeland foi uma das responsáveis por congelar contas bancárias de caminhoneiros durante os protestos contra as restrições da Covid-19 e que nunca se desculpou pelo papel que teve na propagação das falsas valas comuns.
Para Walsh, o caso das valas comuns expõe um problema mais profundo no Canadá: “os líderes canadenses preferem mentir a admitir a verdade que todos podem ver”. Ele conclui alertando que nenhum país pode sobreviver negando a realidade de forma tão descarada.
Quem é Matt Walsh
Matt Walsh é um jornalista e comentarista político americano, conhecido por seu trabalho no Daily Wire, onde escreve sobre temas culturais e políticos. Conservador e cristão, Walsh ganhou notoriedade por seus comentários incisivos e polêmicos sobre ideologia de gênero, liberdade religiosa e política americana. Ele também é autor de livros e documentários, como What is a Woman?, que questiona a agenda transgênero.
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