A explicação de Moro para não votar pelo fim da escala 6×1
Segundo o senador, a mudança na jornada de trabalho deveria ser discutida com mais tempo e participação de trabalhadores
O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou nesta quinta-feira, 15, que optou por não votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado.
Segundo Moro, a mudança na jornada de trabalho deveria ser discutida com mais tempo e participação de trabalhadores, empresas e outros setores da economia. Para ele, o período eleitoral não é adequado para a análise da medida.
“Sempre defendi que um tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho, com impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia, fosse discutido com amplitude, profundidade e diálogo”, afirmou.
Moro disse que decidiu não participar da votação porque considera que o debate não deveria ocorrer durante o período eleitoral.
“O período eleitoral não é o momento adequado para esse debate. Por esse motivo, optei por não votar a proposta da assim denominada PEC 6 por 1”, declarou.
A aprovação da PEC que acaba com o regime de trabalho 6×1
Como mostramos, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6×1, uma proposta capitaneada pelo governo Lula e que será utilizada, agora, como trunfo eleitoral para o petista.
Agora o texto segue para a promulgação do Congresso Nacional. Ela deve ocorrer na terça-feira da semana que vem.
Foram 75 votos a favor do texto em primeiro turno e segundo turno. Houve apenas um voto contrário nos dois turnos: o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), não registrou presença.
Mourão afirmou nas redes sociais que apesar de, aparentemente benéfica ao trabalhador, a PEC pode gerar demissões, principalmente no setor de serviços. Para ele, faltou discutir com os empresários uma compensação pela redução de jornada de trabalho.
A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de dois dias de folga. Um deles aos domingos. O texto proíbe a redução de salários dos trabalhadores.
O texto sofreu resistência da oposição, que tentou atrasar ao máximo a votação. Mas integrantes de siglas como PL não conseguiram obstruir a sessão desta quarta-feira.
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