A estratégia da oposição para emplacar o impeachment de Moraes
Deputado Cabo Gilberto, do PL, decidiu suspender recesso parlamentar, em meio aos desdobramentos do caso Banco Master
O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), novo líder da oposição, informou nesta sexta-feira, 26, que vai interromper recesso parlamentar, a fim de tentar emplacar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio aos desdobramentos do caso Banco Master.
Cabo Gilberto agendou para segunda-feira, 29, às 14 horas, na Câmara dos Deputados, uma coletiva de imprensa, para tratar da iniciativa. O Congresso entrou oficialmente em recesso em 23 de dezembro, mas a última a atividade do ano ocorreu no dia 19, após a Casa aprovar o Orçamento de 2026.
“Ressaltamos que estaremos suspendendo o recesso parlamentar, porque não é possível permanecer inerte diante do tamanho absurdo institucional que o Brasil está vivendo”, diz a nota divulgada pelo novo líder da oposição.
O deputado do PL escalou senadores da oposição para apoiar o impeachment de Moraes. Nesta semana, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) se mobilizou neste sentido.
Damares pediu o impeachment de Moraes, ao acusar o ministro do Supremo de “advocacia administrativa”. A iniciativa ocorreu após O Globo e o Estadão noticiarem que o ministro do STF procurou o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, para interceder em favor do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Em notas, Moraes afirmou que tratou da Lei Magnitsky com Galípolo.
Magno Malta também entra em ação
Como mostramos, o senador Magno Malta (PL-ES) protocolou nesta sexta, 26, um pedido ao presidente do Senado, Davi Alcoumbre, para que suspenda o recesso parlamentar em razão das recentes notícias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Banco Master.
“Acabei de protocolar pedido para suspensão do recesso parlamentar. O Congresso não pode fechar os olhos enquanto pairam suspeitas graves envolvendo ministro do STF, Banco Master e Banco Central. Silêncio, diante de fatos graves, deixa de ser cautela e passa a ser negligência”, escreveu no X.
Na solicitação subscrita também pelos senadores Eduardo Girão e Damares Alves, o senador afirma que a medida é necessária para que o Congresso promova “escrutínio público imediato” dos fatos.
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Comentários (1)
Alberto de Araújo
28.12.2025 11:32Sem pressão popular, qualquer iniciativa cai no esquecimeno. Não quer dizer que fiquem de braços cruzados. Tem que invocar além do povo ministros do stf aposentados, para opinar sobre esse comportamento do ministro todo poderoso.