A CPMI do roubo das aposentadorias sairá do papel?
O pedido de criação da CPMI foi protocolado em 12 de maio pela senadora Damares Alves e pela deputada federal Coronel Fernanda
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou para a próxima terça-feira uma sessão conjunta do Congresso Nacional para discutir vetos e ler o requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
O pedido de criação da CPMI foi protocolado em 12 de maio pela senadora Damares Alves (Republicanos-PB) e pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). Atualmente, ele tem as assinaturas de 41 dos 81 senadores e de 236 dos 513 deputados federais. A criação da comissão, porém, depende da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso em uma sessão conjunta da Câmara e Senado.
Alcolumbre anunciou que iria ler o pedido de instalação no final de maio após não conseguir chegar a um acordo sobre a votação dos vetos presidenciais que estão pendentes de análise.
“É humanamente impossível fazer uma sessão do Congresso com 60 vetos para deliberar onde não conseguimos buscar minimamente um consenso em relação àqueles em que há o discernimento de manter, aqueles em que há o discernimento de derrubar e aqueles que não tem consenso levar a voto”, pontuou.
Na ocasião, Alcolumbre declarou que não iria fazer uma sessão do Congresso apenas para leitura do requerimento de criação de uma CPMI. “Não vou fazer com item único. Não devo fazer, não acho que é correto fazer”.
Apesar de a leitura do relatório de criação da CPMI acontecer na terça-feira que vem, a instalação em si do colegiado deve ficar para o segundo semestre. Isso porque no final de junho o Congresso ficará esvaziado em decorrência das celebrações de São João, quando muitos congressistas voltam para suas bases.
Outro ponto que vem sendo argumentado por integrantes da base governista é que a investigação, por si só, está sendo realizada por membros da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) e não houve fato novo que justificasse a instalação de uma CPMI.
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