A boquinha do Carluxo no PL
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passou a receber salário pela sigla de Valdemar Costa Neto
Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou uma boquinha no PL – sigla de Valdemar Costa Neto – no valor de R$ 38 mil brutos. Em valores líquidos (descontados impostos), o salário de Carluxo no PL é de R$ 27,8 mil.
Carluxo foi contratado como dirigente partidário em dezembro do ano passado. Seu primeiro salário caiu na conta em 31 de janeiro deste ano, conforme a prestação parcial de contas apresentada pelo PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além de Carluxo, o PL também tem na sua folha de pagamento a esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro. Jair Bolsonaro também era bancado pelo PL, mas, em novembro do ano passado, a sigla foi obrigada a suspender os pagamentos ao ex-presidente em virtude da sua condenação na chamada trama golpista.
Carlos Bolsonaro passou a ter salário no PL depois que ele formalizou a sua renúncia ao mandato de vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro para se lançar candidato ao Senado em 2026 por Santa Catarina.
Na época, Carluxo afirmou que a política exite “difíceis escolhas”.
“Foram 25 anos de vereança vividos como missão, não como cargo. Um caminho percorrido com evolução, disciplina, renúncias e trabalho silencioso, sempre colocando o interesse geral acima de qualquer vaidade pessoal. Mesmo com, no mínimo, mais três anos de mandato assegurado, jamais busquei holofotes, atalhos ou projetos de poder. Meu compromisso sempre foi servir, construir soluções concretas e honrar o chamado que Deus e meu Pai me confiaram.
A política, quando levada a sério, exige difíceis escolhas para permanecer – e também coragem para abrir mão. Hoje, renuncio a dois recordes históricos de votação para dar continuidade a um propósito maior, inaugurando um novo capítulo alinhado com os valores, as convicções e o Brasil que acreditamos e defendemos”, escreveu.
Carluxo também reiterou a visão defendida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao justificar a mudança para Santa Catarina, estado que classificou como exemplo de país que funciona.
“Não se trata de ambição, mas de responsabilidade histórica. Se Deus permitir, seguiremos aprendendo, amadurecendo e fortalecendo o movimento que ajudamos a erguer ao longo dos anos, agora com foco no nosso amado estado de Santa Catarina. Um estado que traduz, na prática, aquilo que o Brasil pode ser quando há trabalho, ordem, respeito à lei e compromisso com quem produz. Como meu pai sempre afirmou: “Santa Catarina é o Brasil que deu certo.”
“Se for da vontade de Deus e do povo, estaremos prontos para ocupar espaços maiores, com maturidade, firmeza e compromisso, representando com ainda mais força os verdadeiros interesses do Brasil. Seguimos com fé, trabalho e lealdade à verdade”, acrescentou.
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Comentários (1)
Antonio Frizzo
27.03.2026 10:13Será que a boquinha é com carteira de trabalho assinada?