7 nomes que foram proibidos no Brasil
Veja 7 nomes que foram proibidos no Brasil por decisão judicial ou regras dos cartórios, e entenda os motivos.
Dar nome a um filho é um direito dos pais, mas também envolve responsabilidades. No Brasil, cartórios e juízes podem vetar nomes considerados constrangedores, ofensivos ou que coloquem a criança em situação vexatória. Em alguns casos, os registros só foram barrados após decisões judiciais.
Confira abaixo sete nomes que foram proibidos no país e os motivos por trás dessas decisões.
1. Rambo
Inspirado no personagem dos filmes de ação dos anos 1980, o nome foi recusado por um cartório no Paraná. A justificativa foi que poderia causar constrangimento e bullying durante a vida escolar da criança.
Apesar da intenção dos pais de homenagear o herói, o nome foi considerado inapropriado.
2. Jesus Israel Brasil
Esse nome foi negado em cartório por conter elementos religiosos e patrióticos considerados exagerados. Há temor de que nomes como esse criem expectativas irreais ou gerem constrangimento.
No caso, os pais tiveram que optar por outra combinação menos polêmica.

3. Dollynho
Nome de um personagem de propaganda de refrigerante, “Dollynho” foi rejeitado em um cartório de São Paulo. A decisão teve como base o fato de ser um nome comercial e passível de zombarias.
Esse é um exemplo claro de tentativa de registro que não considera o impacto futuro no bem-estar da criança.
4. Xerxes Malvado
Em um caso registrado em Minas Gerais, os pais tentaram registrar o nome “Xerxes Malvado” em referência ao personagem do filme “300”. O cartório recusou sob a alegação de que “Malvado” poderia causar efeitos psicológicos e sociais negativos.
A tentativa viralizou nas redes sociais na época, levantando debate sobre os limites na escolha de nomes.
5. Bin Laden
A tentativa de registrar esse nome ocorreu após os atentados de 11 de setembro, como forma de protesto. O cartório rejeitou de imediato, considerando que o nome fazia referência a um terrorista conhecido mundialmente.
O caso foi parar na Justiça, mas o veto foi mantido.
6. Buchecha
O nome artístico de um famoso cantor de funk também foi alvo de tentativa de registro. Em um cartório do Rio de Janeiro, os pais queriam nomear a criança como “Buchecha”.
A proposta foi recusada por não se tratar de nome civil reconhecido e por carregar forte conotação popular.
7. Robocop
Outro nome inspirado na cultura pop que foi barrado. “Robocop” foi considerado um nome impróprio para uma criança, com potencial para constrangimento social.
Apesar da intenção lúdica dos pais, o cartório justificou o veto com base na legislação que protege o direito à dignidade do registrado.
Como os nomes são analisados?
Segundo a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73), o cartório deve comunicar ao juiz se o nome escolhido for considerado constrangedor, vexatório ou ofensivo. Cabe ao juiz autorizar ou recusar o registro.
O objetivo é garantir que o nome não prejudique a vida social, educacional ou emocional da criança no futuro.
Dica: ao escolher um nome, pense no futuro da criança. Evite nomes que possam virar motivo de piada ou constrangimento.
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