Tudo o que Mark Zuckerberg copiou (até agora)
Quantas vezes a Meta foi acusada de copiar? Pelo menos sete, mas o número pode ser maior, dependendo de quem conta a história.
Era uma manhã de agosto de 2016 quando o Instagram, sob o comando da Meta, lançou os Stories. Fotos e vídeos que evaporavam em 24 horas, um truque que o Snapchat já fazia com sucesso desde 2013.
Não demorou para o cheiro de cópia subir às narinas dos usuários, jornalistas e rivais. A Meta, então Facebook, não parou por aí. Com um faro aguçado, foi incorporando ideias alheias, adaptando-as às suas plataformas e construindo um império que hoje enfrenta tribunais e a ira de concorrentes.
Quantas vezes a Meta foi acusada de copiar funcionalidades? Pelo menos sete, mas o número pode ser maior, dependendo de quem conta a história.
Pouco se cria, muito se copia
Uma matéria da Fast Company Brasil de abril de 2025 joga luz sobre o caso. Além dos Stories, o Facebook Dating, de 2019, surgiu com ares de Tinder, como se Mark Zuckerberg tivesse dado um match na concorrência.
Mas a sequência não para. Em 2020, o Instagram apresentou os Reels, vídeos curtos que ecoavam o ritmo frenético do TikTok. Em 2025, o recurso Edits do Instagram foi apontado como mais uma página arrancada do manual do TikTok, segundo vozes no X, antigo Twitter.
Aliás, o Threads, de 2023, foi chamado de clone do Twitter/X, com direito a ameaças legais de Elon Musk. O Facebook Marketplace, de 2016, entrou na briga com eBay e Craigslist, usando a força da rede social para esmagar rivais.
Na realidade virtual, as luvas cheias de sensores da Meta, apresentadas em 2021, foram acusadas de violar patentes da HaptX. Até o Oculus Move, com seu rastreamento de fitness, pareceu familiar a outras plataformas de VR.
Foram, portanto, sete casos na nossa soma até agora. Mas fontes como o Medium falam em até dez, citando Messenger com mensagens efêmeras e On This Day, que lembra o Timehop, para citar mais alguns exemplos.
Sem passar recibo
Mas a Meta não é de admitir. “Competimos com TikTok, YouTube, X”, diria a empresa, enquanto a FTC, (agência federal americana responsável pela proteção do consumidor e pela promoção da concorrência), em um julgamento que começou em abril de 2025, a acusa de monopólio.
A estratégia? Copiar ou comprar. Instagram e WhatsApp, adquiridos em 2012 e 2014, são alvos do processo que poderiam obrigar a Meta a se desfazer de parte de seu valioso tabuleiro.
No fundo, é um jogo de poder. Mark Zuckerberg joga para vencer, mas a cada cópia, o risco cresce. Os tribunais decidirão se é inovação, inspiração ou algo mais do que isso, mas a história já mostra: no xadrez da tecnologia, a Meta não hesita em usar as peças dos outros. Resta saber até quando o tabuleiro aguenta.
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