Quem, ou o que, impedirá Trump de incendiar o planeta?
O sujeito vem ultrapassando todas as barreiras do razoável e testando os limites constitucionais americanos e multilaterais do mundo
Não satisfeito em bancar o xerife do mundo e atuar como gangster transnacional, o narcisista autocrata – cada vez mais aloprado e fora de controle – Donald Trump, agora “vaza” mensagens privadas trocadas com chefes de Estado (no caso, Emmanuel Macron, presidente da França), como fazem adolescentes malcriados uns com os outros.
Poucos princípios são tão sagrados nas relações interpessoais, sobretudo quando falamos de pessoas importantes em cargos ainda mais importantes, quanto a confidencialidade e a confiança mútua, seja no âmbito familiar e pessoal ou, principalmente, em relações comerciais e diplomáticas – neste caso, ainda mais sensível e fundamental.
Trump vem ultrapassando todas as barreiras do razoável e testando os limites constitucionais americanos e multilaterais do planeta. Seu desprezo pela liturgia do próprio cargo e sua forma tresloucada de tratar os líderes de países com quem conversa, deixou de ser exótica para se tornar, para além de grosseira e grotesca, perigosa.
Sem qualquer controle
Postagens irônicas – sempre com recados velados – em suas redes sociais se tornaram, mais do que marcas registradas de seu mau caráter e desprezo por tudo que não seja o próprio espelho, uma forma de humilhação pública. Estados e pessoas vêm sofrendo claro “bullying” neste sentido, como Gaza, Canadá, Venezuela, Zelensky e Macron.
É assustador constatar que as instituições americanas, até então tidas como as mais sólidas do mundo, não conseguem frear os ímpetos psicóticos e ilegais deste Nero da era moderna. Confrontos localizados entre civis americanos podem se transformar em palco de sangue compatriota, e ameaças a aliados históricos, em conflitos armados reais.
Cercado por lunáticos da mesma estirpe e covardes que não ousam contrariar o “oráculo da nova era”, o bufão cor de laranja encontra ambiente mais do que propício para acreditar que não apenas pode, mas que deve fazer o que quiser e bem entender com os Estados Unidos da América e o planeta Terra, como se fossem um jogo de tabuleiro dos anos 1970.
O pateta da Trumplândia
O sujeito, que não se constrangeu em recriar o mapa – e obrigar a Google a acatar – e rebatizar o Golfo do México como Golfo da América, agora redesenha os EUA anexando Canadá, Cuba, Groenlândia e Venezuela aos 50 estados oficiais americanos, e publica seu Trumpzequistão nas redes sociais, numa espécie de aviso prévio ao mundo.
De transformar Gaza – após a expulsão dos palestinos, claro – em destino de férias a controlar – neste caso, oficialmente, e não mero devaneio – o petróleo venezuelano, após sequestrar o ditador Maduro e substituí-lo pela diadora amiga, passando pela “nomeação” de Marco Rúbio presidente de Cuba, tudo cabe na agenda imperialista do depravado.
Lei Magnitsky, tarifas comerciais, guarda nacional, porta-aviões nuclear… Instrumentos e salvaguardas estratégicos, utilizados apenas em último caso e na impossibilidade de quaisquer negociações, para casos muito restritos e específicos, já foram banalizados e usados pela Besta-Fera do Apocalipse. Só falta o botão vermelho fatal. Não duvidem.
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