Quanto o Fluminense ganhou (e deixou de ganhar) nos EUA

19.04.2026

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O Antagonista

Quanto o Fluminense ganhou (e deixou de ganhar) nos EUA

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José Inácio Pilar
4 minutos de leitura 09.07.2025 11:08 comentários
Análise

Quanto o Fluminense ganhou (e deixou de ganhar) nos EUA

Se o Fluminense já lucrou bastante, os clubes europeus têm ainda mais razões para saírem felizes dessa Copa

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José Inácio Pilar
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Quanto o Fluminense ganhou (e deixou de ganhar) nos EUA
Imagem: Fluminense Football Club

O Fluminense não conseguiu avançar à final da inédita Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025, mas, ainda assim, sua participação no torneio rendeu cifras milionárias.

Eliminado pelo Chelsea na semifinal, o clube carioca garantiu aproximadamente 60,8 milhões de dólares (cerca de 330 milhões de reais) em premiações brutas, de acordo com estimativas divulgadas por fontes da imprensa internacional e da própria FIFA.

O valor já considera os bônus pela participação no torneio e pelos resultados obtidos: uma vitória e dois empates na fase de grupos, além da classificação para as quartas de final e, posteriormente, para a semifinal.

A quantia é recorde para um clube brasileiro em competições internacionais e representa um alívio importante para o caixa do Fluminense, que ainda enfrenta os efeitos de uma política orçamentária conservadora nos últimos anos.

Só que esse não é o valor que vai chegar aos cofres do clube. Estima-se que cerca de 30% a 35% do valor bruto seja retido por impostos, taxas de conversão cambial e comissões contratuais de atletas, empresários e equipe técnica.

Com isso, o valor líquido recebido deve girar entre 39 milhões e 42,6 milhões de dólares, aproximadamente 210 a 225 milhões de reais, ainda assim, um valor bastante interessante.

A FIFA estruturou a premiação da Copa do Mundo de Clubes 2025 para distribuir até 1 bilhão de dólares entre os 32 participantes, com valores escalonados conforme o desempenho. A classificação para as semifinais, como alcançada pelo Fluminense, rende um dos maiores bônus do torneio, atrás apenas da premiação para os finalistas.

Caso tivesse vencido o Chelsea e avançado à grande final, o Tricolor das Laranjeiras teria garantido cerca de 30 milhões de dólares adicionais, apenas por chegar à decisão, independente do resultado. No cenário mais otimista, se o clube carioca tivesse conquistado o título da competição, aí levaria outro bônus de campeão, avaliado em cerca de 40 milhões de dólares.

Somando todas as etapas, o prêmio total em caso de título poderia chegar a valores como 550 milhões de reais. Mesmo considerando os descontos usuais (30% para a receita federal americana), o valor líquido de um eventual título superaria os 385 milhões de reais, uma cifra com potencial de transformar a realidade financeira do clube.

A campanha, embora encerrada de forma frustrante para torcedores que sonhavam com um título mundial inédito, marca um novo capítulo na história do Fluminense. A visibilidade internacional, a valorização do elenco e o retorno financeiro acima do esperado colocam o clube numa posição privilegiada para planejar as próximas temporadas com mais ambição.

Além disso, parte desses recursos deverá ser reinvestida no futebol, com a manutenção de nomes importantes do elenco, modernização da estrutura e reforço nas categorias de base. Outro ponto positivo é a valorização da marca do time, que ganhou projeção global com a participação no torneio ao lado de gigantes como Real Madrid, Manchester City, Chelsea e River Plate.

Só que se o Fluminense lucrou, os clubes europeus têm ainda mais razões para saírem felizes da vida dessa Copa: enquanto o time carioca, eliminado na semifinal, faturou esses 330 milhões de reais, para o Real Madrid, por exemplo, esse número já está perto de 430 milhões, ao alcançar a mesma fase semifinal.

Essa disparidade se explica principalmente pela premiação base mais alta destinada aos representantes da Europa, que chega a ser o dobro da oferecida aos sul-americanos, além dos bônus por desempenho (o time espanhol teve uma vitória a mais e um empate a menos que o Fluminense) e da força comercial dos europeus, que deve ampliar ainda mais essa distância.

De toda forma, a Copa do Mundo de Clubes de 2025 já entrou para a história como a mais lucrativa e ambiciosa já realizada pela FIFA. E, mesmo sem a taça, o Fluminense foi o time brasileiro que foi mais longe, saindo com os bolsos cheios e o prestígio em alta.

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José Inácio Pilar

Âncora do telejornal diário "Meio Dia em Brasília", também roteiriza e apresenta o programa de entretenimento "Café Antagonista" todos os sábados às 10h e às 16h, além de assinar colunas de automobilismo e de entretenimento.

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