Quantas mortes de civis o “amigo” de Lula já causou na Ucrânia?
Petista confessou amizade com o ditador russo Vladimir Putin, omitindo os dados da própria ONU sobre as vítimas do massacre permanente
Lula se disse “amigo” de Vladimir Putin.
“O que eu disse para o [presidente da Ucrânia, Volodymyr] Zelensky é que vou me esforçar, conversar com quem eu puder conversar. Inclusive vou conversar com o [presidente dos EUA, Donald] Trump sobre a questão da guerra.
Eu sei que ele é amigo do Putin, eu também sou amigo do Putin. Então, se um amigo pode muita coisa, dois amigos podem muito mais.
Quem sabe a gente não constrói aquela saída que parece inesperada”, declarou o petista em coletiva de 24 de setembro em Nova York, nos Estados Unidos, posando de pacificador durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
O “amigo” do autoproclamado “democrata” Lula, abraçado por ele em diversos encontros, é o ditador que ordenou a invasão da Ucrânia sem que a Rússia tivesse sido alvo de qualquer ataque; e que se tornou o responsável por um massacre permanente, cujos dados o petista segue omitindo em todas as suas declarações, embora não perca a oportunidade de explorar números muito mais controversos sobre a guerra na Faixa de Gaza ao vociferar contra Israel – que, ao contrário do Kremlin, reage a mais de 1.200 assassinatos e 250 sequestros cometidos durante invasão de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas, grupo terrorista não reconhecido como tal pelo governo do PT.
Até maternidade e hospital infantil já foram atingidos pelas tropas de Putin, sem que os ataques resultassem em qualquer reação crítica e condenação veemente por parte de Lula.
Do início da invasão russa em 24 de fevereiro de 2022 até o final de agosto de 2025, a Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia (HRMMU, na sigla em inglês) documentou pelo menos 14.116 civis assassinados, incluindo 733 crianças; e 36.481 feridos, incluindo 2.285 crianças, como aponta o relatório divulgado em 10 de setembro.
Centenas de civis têm sido vitimados mensalmente. Só em julho de 2025, foram 307 mortos e 1.461 feridos.
Em agosto, com redução de ataques de longo alcance visando áreas urbanas nas primeiras semanas do mês, os números diminuíram 41%, com, pelo menos, 208 civis mortos e 827 feridos. Mas seguem altos.
Segundo o relatório da HRMMU sobre esse último mês:
- Drones de curto alcance, incluindo drones First-Person-View, causaram o maior número de vítimas (58 mortos; 272 feridos), superando o impacto de qualquer outro tipo de arma em agosto.
- Ataques de longo alcance com mísseis e munições lançadas pelas Forças Armadas russas foram a segunda principal causa de baixas civis, representando cerca de 28% das vítimas (44 mortos; 237 feridos). Esses ataques continuaram a representar uma séria ameaça aos civis, inclusive em centros urbanos como Kiev, Zaporizhzhia e Kharkiv.
- As baixas restantes foram causadas por bombardeios de artilharia e vários sistemas de foguetes de lançamento (260) e bombas aéreas (146), perto da linha de frente. Minas e restos explosivos de guerra causaram 18 vítimas civis.
- Como em julho, a grande maioria das baixas civis (96%) ocorreu em áreas controladas pelo governo da Ucrânia. Vítimas civis foram registradas em 15 regiões da Ucrânia e na cidade de Kiev, incluindo a região de Zakarpattia pela primeira vez desde 24 de fevereiro de 2022.
- Cerca de 72% de todas as baixas de agosto ocorreram perto da linha de frente, principalmente nas regiões de Donetsk e Kherson.
- Agosto de 2025 também viu um aumento nos ataques que afetaram a infraestrutura de energia, particularmente as instalações de gás. Pelo menos 9 desses ataques foram documentados em áreas controladas pelo governo da Ucrânia.
Tudo isto sem contar a quantidade de militares mortos em ambos os lados desde o início da guerra, que chega às centenas de milhares.
A embaixada da Ucrânia no Brasil ainda confirmou a O Antagonista a informação de que mais de 70.000 militares e civis ucranianos estão desaparecidos. Essas pessoas estão em prisões russas (e a Rússia tradicionalmente não fornece informações sobre elas) ou morreram.
Também afirmou que a ONU tem dados somente sobre aqueles que foram oficialmente confirmados como mortos. Isto significa que eles também desconhecem o destino dos 70.000 desaparecidos.
O duplo padrão de Lula em relação a Israel e Rússia apenas reforça que o petista não age por princípio, mas por conveniência, já que é aliado histórico do regime do Irã, patrocinador dos grupos terroristas que atacam Israel; e prefere garantir a importação de fertilizantes e diesel da Rússia, em vez de buscar outras alternativas para interromper o financiamento da máquina de guerra do Kremlin.
No Brasil, Lula fez carreira política com a divisão da sociedade em “nós contra eles”, jogando sobretudo pobres contra as “elites” (da qual, na verdade, há décadas faz parte).
Já no resto do mundo, Lula fez carreira aliando-se a ditadores que oprimem seus povos e/ou bombardeiam povos vizinhos; cobrando há 3 anos, inclusive, concessões do país invadido ao seu invasor.
Seu conceito de “pacificação” é tão “relativo” quanto o de “democracia”. Na novilíngua lulista, “paz” é guerra, ou vitória de seus aliados.
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Comentários (3)
Ita
30.09.2025 09:33Acredito até numa aproximação de Lula com Trump pois são muito parecidos: ambos são fã do Putin, autoritários, vaidosos, resolvem os problemas do mundo e por aí vai...
MARCOS
29.09.2025 19:26QUEM SABE A GENTE NÃO CONSTROI...., REALMENTE NADA SERÁ CONSTRUÍDO. SIDÔNIO, ENSINA A NOSSA LINGUÁ PARA O EX-PRESIDIÁRIO.
Eliane ☆
29.09.2025 15:49Lula afirma,confirma que é amigo do ditador Putin. Não está acompanhando os ataques aéreos da Rússia, com mísseis, drones,matando civis;incluindo crianças. Apoiado por ditadores,Putin está sem limites. O Lula está longe de defender a democracia. O BRICS é um exemplo dos países de "autocratas",de quem o Lula se identifica