Prejuízo bilionário após apagão em SP
Apagão deixou milhões sem energia em São Paulo fez comércio e serviços perderem 1,54 bilhão de reais até agora. Enel volta a sofrer críticas
A ventania que atingiu São Paulo nos últimos dias não ficou apenas na memória dos transtornos. O apagão que se seguiu ao fenômeno climático já provoca um impacto econômico profundo, com prejuízo estimado em 1,54 bilhão de reais para comerciantes e prestadores de serviço até agora, segundo dados da FecomercioSP.
O levantamento da entidade revela que apenas entre quarta e quinta-feira essa interrupção de energia derrubou mais de 1 bilhão de reais no setor de serviços e cerca de 511 milhões no comércio, números que apenas consideram faturamento imediato perdido e não incluem perdas de estoques e os custos que continuaram correndo mesmo com negócios parados.
Os efeitos começaram na quarta-feira quando rajadas de vento superiores a 90 km/h derrubaram árvores e linhas de transmissão, deixando cerca de 2,2 milhões de pessoas sem luz na capital e região metropolitana e ainda mantendo 18 por cento da cidade sem energia na quinta-feira. Muitas continuam no escuro hoje, sexta-feira.
O cenário transformou a rotina de empresas que não conseguiram operar normalmente por mais de um dia, com trabalhadores dispensados e serviços simples interrompidos por falta de energia elétrica, agravando perdas que já pressionam orçamentos apertados no fim de ano.
A demora prolongada em reestabelecer o fornecimento de energia está rendendo, de novo, muitas críticas a Enel, responsável pela eletricidade em São Paulo.
Imagens de pátios lotados de carros de serviços que poderiam estar nas ruas trabalhando para o religamento das ligações elétricas em nada ajudam a imagem da empresa, cujo contrato de serviços volta a ser questionado.
Empresários perderam vendas, estoques perecíveis e compromissos contratuais ficaram em risco, gerando uma cadeia de efeitos que pode repercutir por semanas.
A falta de prazo definido pela concessionária para restabelecer totalmente o fornecimento apenas alimenta a sensação de instabilidade entre consumidores e empreendedores enquanto serviços essenciais, como transporte e logística, também enfrentam dificuldades para retomar a normalidade.
O episódio ressalta a importância de investimentos em melhorias na rede, como o aterramento de fios e cabos, que livra a rede da vulnerabilidade a ventos e quedas de árvores.
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