O último GP de Ímola
Confira a análise de quem ganhou e quem perdeu neste que, ao que tudo indica, foi a última corrida na pista de Ímola
O GP da Emília-Romanha de 2025,disputado em Imola, foi definido por um momento de brilhantismo de Max Verstappen, que tomou a liderança na primeira curva e venceu com autoridade, reacendendo esperanças de retomar a luta pelo quinto título.
A corrida, marcada por estratégias divididas, dois períodos de neutralização (virtual safety virtual e safety car) e batalhas intensas, viu a McLaren manter sua força, mas por margem bem menor e com erros que custaram caro a Oscar Piastri.
A Ferrari, em casa, limitou danos após uma classificação desastrosa, enquanto a Williams foi bem no pelotão intermediário. Aqui está a análise detalhada de quem ganhou e quem perdeu neste que, ao que tudo indica, foi a última corrida da Fórmula 1 na pista de Ímola.
QUEM GANHOU:
Max Verstappen foi impecável. Largando em segundo, o holandês da Red Bull executou um ousado mergulho por fora na curva Tamburello, superando o primeiro colocado Oscar Piastri com uma manobra que ele descreveu como “tentar mandar ver por fora”.
A jogada, arriscada em um trecho estreito, garantiu a liderança, que Verstappen manteve com gestão perfeita de pneus e ritmo superior, mesmo após um Safety Car na volta 46, causado pelo abandono de Kimi Antonelli.
Sua vitória, a segunda de 2025, o colocou a apenas 9 pontos de Norris no campeonato, sinalizando que a Red Bull encontrou o acerto ideal após um início irregular. A dúvida é: será só nessa pista ou a Red Bull voltou mesmo?
Lando Norris capitalizou erros alheios. Largando em quarto, o britânico da McLaren-Mercedes subiu a segundo com uma estratégia de uma parada, beneficiada pelo safety car virtual na volta 29, quando Esteban Ocon parou.
Norris, com pneus bem mais novos, ultrapassou Piastri na volta 58 com uma manobra agressiva na Tamburello, garantindo um lugar à frente em seu quarto pódio do ano. Apesar de admitir que a Red Bull estava “muito forte hoje”, sua consistência o mantém como vice-líder do campeonato, 13 pontos atrás de Piastri.
Williams foi a surpresa. Alexander Albon, quinto, e Carlos Sainz, oitavo, entregaram um desempenho sólido. Albon, largando em sétimo, sonhou com um pódio e pressionou Leclerc no final, mas ficou com um “sabor agridoce” por não alcançar mais.
Sainz, apesar de uma parada precoce que o deixou vulnerável, trabalhou com Albon para maximizar pontos, consolidando a Williams como quinta no campeonato de construtores, 31 pontos à frente da Haas.
Lewis Hamilton salvou o fim de semana da Ferrari. Após uma classificação desastrosa (12º), o heptacampeão largou bem, subiu para 10º na volta 2 e usou uma estratégia de uma parada para terminar em quarto, a 14,356s de Verstappen. Sua pilotagem “impecável” o deixou animado e foi um alento para os tifosi, que lotaram Imola em números recordes.
QUEM PERDEU:
Oscar Piastri desperdiçou uma chance de ouro. Saindo da pole, o australiano da McLaren foi surpreendido por Verstappen na largada, admitindo que “freou cedo demais”. Uma estratégia equivocada agravou a situação: a McLaren tentou um undercut adiantando sua parada na volta 14, mas uma troca lenta de pneus e a falta de ritmo com os pneus mais duros o deixou preso no tráfego.
O VSC favoreceu Verstappen e Norris, e Piastri, com pneus mais gastos, não resistiu à ultrapassagem de Norris, terminando em terceiro. O resultado, embora sólido, foi um revés para o líder do campeonato, que viu sua vantagem encolher.
Ferrari decepcionou em casa. Charles Leclerc, sexto, teve um fim de semana frustrante. Após sair em 11º, ele subiu a 10º cedo, mas uma batalha com Albon na volta 60 o levou a exceder os limites de pista, forçando-o a ceder a posição para evitar uma punição.
Sua reclamação no rádio – “É assim que se corre agora?” – refletiu a irritação. A equipe, apesar da recuperação, não teve ritmo para brigar pelo pódio, expondo as fraquezas do SF-25, que prometes ser corrigidas antes de agosto.
Mercedes teve um desempenho apagado. George Russell, sétimo, perdeu contato com os líderes cedo devido a superaquecimento no eixo traseiro, forçando uma estratégia de duas paradas.
Kimi Antonelli, em sua primeira corrida em casa, sofreu com um problema de aceleração e abandonou na volta 44, desencadeando o Safety Car. A equipe reconheceu que o carro não se ajustou bem para Imola, marcando um fim de semana para esquecer.
Aston Martin saiu de mãos vazias. Fernando Alonso (11º) e Lance Stroll (15º), apesar de um pacote de atualizações promissor que lhes rendeu uma boa classificação, foram prejudicados por estratégias mal sucedidas, apenas parcialmente revertida com a entrada do Safety Car.
Alonso lamentou a “falta de sorte” com os períodos de neutralização, e a equipe continua sem pontuar desde a terceira etapa. A pergunta que fica é: esse novo pacote “deu sorte” por casar com Ímola ou realmente vai elevar o jogo da equipe nas próximas etapas? A ver.
Gabriel Bortoleto foi outro que se deu muito mal no embaralhamento da corrida com a entrada do safety car virtual e do safety car real, visto que a Sauber realmente meteu os pés pelas mãos na sua estratégia, apesar de ter largado bem e mostrado bom ritmo. Mesmo assim, chegou em último. Uma pena.
Verstappen e a Red Bull roubaram a cena em Imola, com uma vitória que questiona a supremacia da McLaren. Norris e Piastri mantiveram a equipe na liderança do campeonato de construtores, mas erros estratégicos custaram caro.
Nessa corrida também tivemos o retorno do piloto argentino Franco Colapinto, que depois de bater na classificação, fez uma corrida razoável se considerarmos que a Alpine não estava particularmente bem no fim de semana.
A Ferrari limitou danos, mas precisa evoluir, enquanto a Williams se destaca no meio do grid. O próximo GP, em Mônaco, já neste fim de semana, será crucial para McLaren recuperar o ânimo ou para Verstappen consolidar sua recuperação.
Eis o resultado do GP da Emília-Romanha, em Ímola:
1) Max Verstappen (Red Bull/Honda RBPT), 63 voltas
2) Lando Norris (McLaren/Mercedes), 63
3) Oscar Piastri (McLaren/Mercedes), 63
4) Lewis Hamilton (Ferrari), 63
5) Alexander Albon (Williams/Mercedes), 63
6) Charles Leclerc (Ferrari), 63
7) George Russell (Mercedes), 63
8) Carlos Sainz (Williams/Mercedes), 63
9) Isack Hadjar (Racing Bulls/Honda RBPT), 63
10) Yuki Tsunoda (Red Bull/Honda RBPT), 63
11) Fernando Alonso (Aston Martin/Mercedes), 63
12) Nico Hülkenberg (Sauber/Ferrari), 63
13) Pierre Gasly (Alpine/Renault), 63
14) Liam Lawson (Racing Bulls/Honda RBPT), 63
15) Lance Stroll (Aston Martin/Mercedes), 63
16) Franco Colapinto (Alpine/Renault), 63
17) Oliver Bearman (Haas/Ferrari), 63
18) Gabriel Bortoleto (Sauber/Ferrari), 63
Abandonos:
Kimi Antonelli (Mercedes), 44
Esteban Ocon (Haas/Ferrari), 27
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