Crusoé: Um país amaldiçoado pelos seus mascotes
Falta de orçamento, burocracia estatal e infantilidade transformam o Brasil no inferno da criação gráfica
Apresentado pela animada magistrada Cármen Lúcia, o mascote Pilili já tira o sono de muitos brasileirinhos.
A figura que tem a árdua missão de defender a democracia e a “escolha consciente” é uma urna eletrônica com olhos grandes, sorriso e — por que não? — braços e pernas.
“Criada para aproximar a Justiça Eleitoral da população, especialmente do público jovem, Pilili passa a representar, de forma lúdica e acessível, a importância do voto e da participação cidadã”, diz o site do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE.
A imagem parece ter saído de um CD-ROM educativo dos anos 1990.
O problema do Brasil não é a falta de criatividade, que por aqui tem de sobra.
A questão é que, quando alguma autoridade toma a decisão de criar um mascote, o dinheiro é sempre pouco e a função acaba sendo transferida para o estagiário do setor do escritório do departamento da assessoria da divisão do Marketing.
O resultado é este aí.
O Brasil é um país amaldiçoado pelos seus mascotes bizarros, medonhos, desgraçados.
O Curupira da COP30 foi profético. Com seus cabelos de fogo, ele anteviu que o Pavilhão dos Países em Belém arderia nas chamas.
O evento virou chacota mundial.
Fuleco, da Copa do Mundo, ganhou o nome de uma parte do corpo que raramente é vista, mas…
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