Crusoé: Risco de golpe de Estado na Colômbia é nulo
Presidente Gustavo Petro pediu que o povo se junte aos militares no dia 20 de julho, quando o país comemora a Independência
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, divulgou um vídeo nas redes sociais solicitando que as Forças Armadas do país ignorem pedidos o presidente Gustavo Petro (foto) e cumpram com o juramento de obedecer à Constituição e à democracia.
“Para a comunidade internacional, reitero o pedido que fiz durante a campanha. Peço que fiquem vigilantes, atentos e nos apoiando até que acabe a tentativa de golpe de Estado“, disse Espriella.
Há razões para duvidar das credenciais democráticas de Petro.
No dia 6 de julho, ele convocou manifestações populares para o dia 20 de julho, quando o país comemora sua Independência.
“Convido vocês, neste 20 de julho, a se juntarem às forças de segurança e, depois do desfile, a ouvirem minha despedida como chefe de Estado da Colômbia”, disse Petro.
Mas o risco de um golpe de Estado na Colômbia, comandado por Petro, é nulo.
Para que um golpe aconteça, é necessário ter a adesão das Forças Armadas.
E Petro, que foi da guerrilha M-19 na juventude, não tem qualquer influência entre os militares.
Os militares colombianos ainda são altamente profissionais e são muito reticentes com a esquerda, porque amadureceram no combate às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao Exército de Libertação Nacional (ELN).
Outro ponto importante é que a Colômbia, na comparação com outros países, tem tido períodos muito mais longos de democracia, com poucos golpes de Estado.
Petro também não tem apoio no Legislativo. O Pacto Histórico, seu partido, não tem maioria nas duas Casas.
E o presidente ainda tem tido muita dificuldade com o Judiciário.
Revolução
Petro frequentemente tem convocado o povo em seu apoio.
Ele já ameaçou fazer uma revolução ao instigar protestos no 1º de Maio de 2023, quando estava descontente com a falta de apoio às suas reformas.
“A mudança social implica uma…
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