Crusoé: Proibir manifestações é mais um ato de censura de Moraes
Ministro do STF não permite "acampamentos, manifestações ou aglomerações de indivíduos em um raio de 1 quilômetro" da casa do ex-presidente
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes (foto) de mandar o ex-presidente Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar por 90 dias traz mais um ato de censura contra os brasileiros.
O texto ordena: “Proibição de acesso e permanência de quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações de indivíduos em um raio de 1 km (um quilômetro) do endereço residencial de Jair Messias Bolsonaro, notadamente para a participação de quaisquer atos que possam comprometer a higidez da prisão domiciliar humanitária do custodiado“.
Ora, Moraes não pode proibir brasileiros de realizarem manifestações.
A Constituição Federal de 1988 diz que é livre a manifestação de pensamento, em seu artigo 5º.
Também autoriza a reunião pacífica de pessoas em locais abertos.
Como juiz de execução de pena — algo que soa estranho para um ministro do STF — Moraes se coloca na posição de regular como se dá o cumprimento da pena de Jair Bolsonaro.
Ele pode, portanto, decidir sobre as cautelares a Jair Bolsonaro, que foi condenado por cinco crimes diferentes na trama golpista e está preso.
Mas Moraes não pode limitar os direitos de outras pessoas.
E nem Jair Bolsonaro tem como se responsabilizar pelos demais.
A última censura de Moraes é um ato político, que busca moldar o debate no país.
E isso no meio de um ano eleitoral.
Vigília Lula Livre
Lula, quando esteve preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, teve uma vigília no bairro de Santa Cândida, que durou os 580 dias de sua prisão, entre abril de 2018 e novembro de 2019.
Membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) davam gritos de “bom dia“, “boa tarde” e “boa noite” ao petista.
Tudo dentro da lei, embora incomodando…
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
25.03.2026 12:23Enquanto tivermos um Supremo que compactua com os corruptos, que soltam condenados, que persegue políticos e agem como se estivessem acima da constituição, este País está sendo o paraíso da bandidagem, mafiosos, corruptos e ladroes da pior espécie.