Crusoé: Política migratória de Trump ameaça economia dos EUA
Estudo do Fed alerta: políticas de Trump contra imigrantes podem desacelerar a economia e custar centenas de bilhões de dólares
As políticas de imigração adotadas por Donald Trump em seu segundo mandato, iniciado em 2025, reacenderam um debate que divide economistas, políticos e a opinião pública: até que ponto o endurecimento no controle de fronteiras é compatível com o bom desempenho da economia dos Estados Unidos?
O governo atual vem impondo restrições severas à entrada de novos imigrantes e prometendo deportações em massa. Mas, segundo um estudo do Federal Reserve Bank de Dallas, essa estratégia pode custar caro. Publicado em 8 de julho de 2025, o relatório estima que as novas políticas podem desacelerar o crescimento do PIB em 0,81 ponto percentual este ano. E se as deportações forem intensificadas, o impacto pode chegar a 1,5 ponto percentual até 2027.
Com base em dados históricos entre 1955 e 2019, o estudo simula cinco cenários de redução na imigração. A conclusão mais preocupante: 93% das perdas projetadas vêm da diminuição no número de novos imigrantes, e não das deportações em si. Isso porque a menor entrada de trabalhadores estrangeiros atinge diretamente a oferta de mão de obra, o consumo interno e a arrecadação de impostos.
A economia americana depende profundamente do trabalho de imigrantes. Eles representam cerca de 18% da força de trabalho, segundo o Bureau of Labor Statistics, com forte presença em setores essenciais como agricultura, construção civil, limpeza, hotelaria e saúde. E é aí que mora o risco: menos imigrantes pode significar mais escassez, salários pressionados e inflação em alta.
Mas a discussão não se limita às ações de Trump. Sob o governo anterior, de Joe Biden, o tom muitas vezes visto como leniente em relação à imigração ilegal também foi alvo de muitas críticas. Entre 2021 e 2024, mais de 7 milhões de migrantes foram interceptados na…
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