Crusoé: Ministra-cantora da Cultura se complica novamente
Ministra se apresentou em bloco de Carnaval, organizado por empresa que conseguiu aprovar oito projetos pela Lei Rouanet
A ministra da Cultura, Margareth Menezes (foto), voltou a dar explicações sobre suas apresentações artísticas como cantora.
“Peço respeito à minha história. O bloco Os Mascarados nunca recebeu um centavo da Lei Rouanet. Sou uma mulher negra que construiu sua própria trajetória no Carnaval, prestes a completar 40 anos de carreira. Não vão criminalizar o que eu mais amo na vida: cantar. Sigo à risca todas as orientações da Comissão de Ética da Presidência da República e seguirei assim”, disse a ministra nas redes sociais.
Na segunda, 23, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu uma investigação sobre a participação da ministra no bloco Os Mascarados, organizado pela empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento.
A Pau Viola conseguiu a aprovação de oito projetos para captação via Lei Rouanet durante a gestão de Margareth no Ministério da Cultura.
Para a apresentação no bloco, a ministra teria recebido 290 mil reais. Dentro desse valor estão despesas com músicos, produção, transporte e figurino.
Sendo assim, embora Margareth não tenha recebido recursos públicos de maneira direta, ela poderia ser acusada de ter recebido valores de empresa que tem se beneficiado de decisões tomadas pelo seu Ministério.
As investigações vão prosseguir, mas mesmo que não se encontre uma ligação entre a apresentação e os recursos públicos, é inegável que Margareth tem usado seu cargo de ministra para se promover como cantora.
Autopromoção
Em janeiro de 2024, Margareth cantou o hino nacional com uma banda de chorinho em um evento para lembrar os Atos de 8 de janeiro.
O Ministério da Cultura divulgou a cantoria na conta oficial no X, marcando a conta @MagaAfroPop…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)