Crusoé: Lula quase acerta ao falar da guerra do Paraguai
Guerra que levou à morte de 100 mil pessoas foi decisão do ditador Solano López, que mantinha sua população isolada na miséria
O presidente Lula (foto) não cometeu erros ao comentar sobre a Guerra do Paraguai (1864 a 1870) durante um evento na Avibras, na sexta, 24.
“A gente gosta de paz. Mas a gente não pode se esquecer de que, um belo dia, o Paraguai resolveu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá. Ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai. Ao mesmo tempo, invadiu a Argentina. E aquela guerra que parecia que era nada durou cinco anos. E aquela guerra deve ter consumido o equivalente a cinco orçamentos do país daquela época. Porque, quando tem uma confusão, ninguém fica perguntando se tem dinheiro ou não tem dinheiro. A hora que começa a confusão, ou você arruma se ou você está ferrado”, disse o presidente.
O presidente da Câmara dos Deputados do Paraguai, Raúl Latorre, divulgou um comunicado nas redes sociais criticando o presidente brasileiro: “Lula, você está falando de forma leviana sobre a maior tragédia da nossa história, o maior genocídio do nosso continente”.
“A Guerra da Tríplice Aliança (que começou com a intervenção militar do Brasil no Uruguai) deixou o Paraguai devastado e marcou para sempre nosso povo”, afirmou Latorre.
Mas, ao contrário do que disse Latorre, o que deixou o Paraguai devastado não foi a entrada de tropas brasileiras no Uruguai, e sim a decisão do Paraguai de invadir o Brasil e a Argentina.
Nenhum acontecimento no Uruguai obrigava o ditador paraguaio Solano López a invadir Brasil e Argentina.
Mesmo assim, de surpresa, tropas de Solano López saquearam as cidades de Mato Grosso e Uruguaiana, assim como Corrientes, na Argentina…
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