Crusoé: A perseguição aos cristãos e as mentiras sobre Israel
O antissemitismo pode até começar com os judeus — mas nunca termina neles
Recentemente, a ONG Portas Abertas lançou sua tradicional Lista Mundial de Perseguição.
O estudo, conhecido por seu rigor metodológico, classifica anualmente os 50 países mais intolerantes ao cristianismo.
Os dados deste ano são alarmantes: estima-se que, em 2025, cerca de 388 milhões de cristãos ao redor do mundo tenham sido perseguidos por causa de sua fé — o equivalente a um em cada sete cristãos.
Grande parte desses países é de maioria muçulmana, muitos localizados no Oriente Médio.
Praticamente todos os membros da Liga Árabe, com exceção do Líbano e dos Emirados Árabes Unidos, figuram na lista. As causas da perseguição anticristã variam entre repressão estatal, preconceitos sistêmicos e a atuação de grupos terroristas como os Houthis e o Estado Islâmico.
Esse é o caso, respectivamente, do Iêmen, que ocupa a terceira posição, e da Síria, em sexto lugar.
Apesar da gravidade, esses dados têm recebido pouca atenção da mídia e de instituições internacionais.
Teologia da libertação palestina
Os motivos são diversos, mas ouso conjecturar que um deles seja o sentimento anti-Israel presente em diversos órgãos da ONU e em organizações de direitos humanos.
A hostilidade ao Estado judeu, já recorrente nesses ambientes, intensificou-se nos últimos dois anos após a guerra na Faixa de Gaza, iniciada com o massacre perpetrado pelo Hamas no sul de Israel em 7 de outubro de 2023.
Desde então, manifestações explícitas de antissemitismo têm se espalhado pelo mundo, sobretudo nas redes sociais.
Fora a comunidade judaica, hoje os principais apoiadores de Israel são os evangélicos, especialmente os sionistas cristãos.
Pesquisa encomendada pela StandWithUs Brasil ao instituto AtlasIntel indica que 58% dos evangélicos brasileiros têm uma visão favorável do Estado judeu.
Nos Estados Unidos, durante décadas, o lobby sionista cristão influenciou a política externa americana em favor de Israel, sendo a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém, em 2017, um exemplo emblemático.
Não surpreende…
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