Bruno Soller na Crusoé: Europa, o MDB do plano internacional
Captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos escancara irrelevância da UE nos processos decisórios
Desde o Império Romano, nunca se pôde pensar qualquer movimento das relações internacionais sem entender o posicionamento de uma porção territorial do mundo, que hoje é conhecida como Europa.
Seja nos conflitos internos entre os Estados que a compõem ou no trato com o Novo Mundo, com Ásia ou África, a Europa sempre foi centro das discussões no plano global.
Do mesmo modo, parecia ser impossível debater os rumos do Brasil sem entender como o Movimento Democrático Brasileiro (MDB, antigo PMDB) estaria no jogo.
A afirmação dos extremos, todavia, descalibrou esse pêndulo e, hoje, a representação do que seria o equilíbrio perdeu vez e voz.
Depois de diversas guerras entre europeus, sendo as Guerras Mundiais o ápice dos conflitos, o continente caminhou para a formação de uma grande federação de países e o maior exemplo de aliança global entre Estados-nação já vista, que foi a formação da Comunidade Europeia.
O que era sonho se transformou em concretude e França, Inglaterra, Alemanha e Itália se juntaram em um bloco único, que ainda teve a adesão de mais de uma dezena de países, com os mais variados formatos de governo, para se apresentar ao mundo como União Europeia.
A junção de pessoas do Partido Comunista Brasileiro até egressos da ditadura militar fez do MDB uma grande força de representação e defesa da democracia no Brasil.
Foi com José Sarney, ex-Arena, partido dos militares, que o Brasil teve seu primeiro governo democrático pós 1964.
O partido foi o responsável por liderar a Constituinte de 1988, com Ulysses Guimarães e sempre foi o sustentáculo dos mais variados governos que o país experimentou.
O episódio da captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelo governo americano escancarou algo que se mostrava tendencioso, mas que ainda não era imperativo: a irrelevância da União Europeia nos processos decisórios do plano…
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