A “revolução chinesa” de Lula
Petista diz, na China, que "se discute muito a macroeconomia" no Brasil, mas que ele prefere discutir distribuição de riqueza. Esse ilusionismo não é mais o bastante
Lula discursou na China, nesta segunda-feira, 12, para comparar o efeito de seus governos no Brasil aos da revolução chinesa de 1949.
“A única razão para a qual vale a pena alguém querer governar uma cidade, um estado ou um país é medir a qualidade de vida que o seu povo terá depois que terminar o mandato do presidente da República”, disse o petista para uma plateia de empresários no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-China.
“É a única razão, que eu acredito, [por] que valeu a pena a revolução chinesa em 1949. E o que valeu as nossas eleições no Brasil: é provar que, quando um governo tem compromissos sociais e não esquece as origens daqueles que chegaram ao poder e querem governar para todos, as coisas melhoram”, seguiu o presidente brasileiro.
O milagre econômico chinês, famoso por tirar centenas de milhões da pobreza, não se deveu à revolução comunista liderada por Mao Tsé-Tung, contudo, mas às reformas de Deng Xiaoping, duas décadas depois, que aproximaram a China da economia capitalista.
Crescimento
Lula voltou a destacar também o crescimento da economia brasileira durante seus governos, sem mencionar que isso ocorreu às custas do futuro do país, por meio dos incentivos de gastos governamentais irresponsáveis, que voltaram a pressionar a inflação e os juros em seu terceiro mandato.
“É importante lembrar a vocês que a última vez que o meu Brasil cresceu acima de 3%, a última vez depois de 2010, foi agora, na minha volta à presidência da República. Nós crescemos 7,5% em 2010. Depois, o Brasil parou de crescer”, discursou, omitindo que Dilma Rousseff assumiu o Palácio do Planalto em 2011, pelas mãos do antecessor.
O petista seguiu:
“E somente quando nós votamos, em 2023, o Brasil voltou a crescer acima de 3%. E o que é mais importante: é que o resultado desse desse crescimento tem que ser repartido com a totalidade do povo brasileiro, e não apenas para aqueles que já participam ativamente das benesses do Estado brasileiro. Esse é o sucesso da economia brasileira.”
Discurso velho
O presidente brasileiro disse que “se discute muito a macroeconomia, muito a política de câmbio” no Brasil, mas que ele prefere discutir a distribuição de riqueza. Esse discurso já enganou muita gente no Brasil, mas as pesquisas de opinião sugerem que esse ilusionismo não é mais o bastante.
Acuado pelo aumento da inflação, que foi impulsionado pelos gastos irresponsáveis de seu governo, Lula resolveu apelar para ainda mais benefícios, em busca de aprovação popular e aos custos, mais uma vez, do futuro do país.
Isso só deve dificultar o trabalho do Banco Central para controlar a alta dos preços, mas o petista já deixou claro que, mais uma vez, deixará a resolução dos problemas econômicos do país para um próximo governo. Assim é muito mais fácil dizer que fez revolução.
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Comentários (3)
Ita
13.05.2025 11:09Haja saco para aguentar, até 2026.
JOSE ROBERTO CARRARA
12.05.2025 16:39esse sonha com a revolução chinesa, pensa que seria um maravilha implanta-la à semelhança no Brasil e se eternizar no poder,,,,,
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
12.05.2025 15:38Populista medíocre que tem com única preocupação a distribuição do butim com seus companheiros.