Ponte da BR-272 volta a receber caminhões de até 57 toneladas após reforço e quase um ano de interdição
Balsas gratuitas mantiveram a ligação entre municípios paranaenses durante a recuperação dos pilares.
Durante a interdição da BR-272 no oeste do Paraná, balsas gratuitas levaram veículos de uma margem a outra. A Ponte do Rio Piquiri voltou a receber tráfego em outubro de 2026, após reforço estrutural. A liberação inicial incluiu veículos leves e caminhões de até 57 toneladas.
Por que a ponte foi interditada?
O DNIT determinou a interdição total em 16 de outubro de 2025 depois de identificar problemas estruturais nos pilares. A travessia liga Terra Roxa a Francisco Alves, na BR-272, e integra uma rota usada por veículos leves e de carga.
Os pilares recebem esforços da parte superior da ponte e os transferem às fundações. Uma intervenção nesses apoios afeta diretamente a possibilidade de manter o tráfego sobre o tabuleiro. O fechamento permitiu executar a recuperação com a circulação desviada.

O que foi feito durante a recuperação?
Os serviços emergenciais começaram em 5 de janeiro de 2026. O DNIT informou investimento aproximado de R$ 12,4 milhões na recuperação estrutural. O trabalho incluiu reforço e verificações técnicas antes da retomada da passagem de veículos.
Entre o início dos serviços e a reabertura decorreram cerca de nove meses. A interdição durou mais porque começou em outubro do ano anterior. As duas contagens descrevem momentos distintos da mesma intervenção na rodovia.
Como as balsas mantiveram a ligação?
O serviço provisório gratuito começou em janeiro de 2026. A operação passou a contar com duas embarcações, que levavam veículos leves e pesados conforme os limites do serviço. Embarque e desembarque faziam parte do deslocamento entre os municípios.
A correnteza chegou a afetar a operação no Rio Piquiri. A travessia aquaviária depende das condições do rio e da manobra junto às rampas. Quando essas condições mudam, a regularidade da viagem pode mudar mesmo com as embarcações disponíveis.
O serviço de balsas reorganizou a passagem em três pontos.
Quando os caminhões voltaram a passar?
O comunicado do DNIT informou a reabertura às 6h de 7 de outubro de 2026. Nessa etapa inicial, o órgão liberou veículos leves e caminhões com peso de até 57 toneladas, com orientação para respeitar a sinalização no trecho.
O limite de peso se refere à condição operacional anunciada na reabertura. O DNIT também informou o encerramento do serviço provisório de balsas com a retomada da passagem pela ponte. A travessia voltou a fazer parte do deslocamento rodoviário contínuo.
Três datas situam a intervenção na BR-272.
Por que a reabertura veio com limite de carga?
A restrição define quais veículos podem usar a ponte na fase inicial após a recuperação. Para o transporte de carga, a condição envolve o peso do veículo carregado. Caminhões em viagem precisam se enquadrar na regra aplicada à travessia.
A sinalização do trecho comunica a condição operacional ao motorista antes da entrada. Para planejar uma passagem posterior, vale a orientação vigente do DNIT, porque as condições de circulação podem ser revistas conforme a avaliação da estrutura.
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A volta do percurso pela BR-272
A abertura elimina o embarque na rotina de quem percorre a BR-272 entre as duas margens dentro do limite autorizado. Isso aproxima a passagem sobre o rio das demais etapas da viagem por estrada e reduz a dependência da operação aquaviária.
A recuperação trouxe o tabuleiro de volta ao uso depois de um período em que a circulação precisou ser reorganizada. As datas de fechamento, início dos serviços e liberação mostram como o corredor passou por três fases operacionais em menos de um ano.
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