União Brasil reforça apoio a Motta: “Dá valor ao centro do equilíbrio”
Pedro Lucas afirma que gestão prioriza diálogo; Rueda defende pacificação e valorização da “boa política” na próxima legislatura
O União Brasil reforçou nesta quarta-feira, 4, o apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados.
Durante uma celebração entre deputados e deputados eleitos do parte, na última noite, em Brasília, o o líder da sigla na Casa, Pedro Lucas Fernandes (MA), afirmou que a gestão de Motta “dá valor ao centro do equilíbrio e das propostas”, ao comentar que o União integra o bloco parlamentar pela reeleição.
Motta também compareceu ao evento. Na ocasião, ele relembrou que o papel do parlamentar é legislar para os eleitores e falou sobre o tamanho do União Brasil. “O partido que do nosso bloco elegeu o maior número de deputados demonstrou sua força e capilaridade”, disse.
Ainda no encontro, o presidente do União e deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro, Antonio de Rueda, agradeceu a dedicação de todos durante as campanhas eleitorais e deu as boas-vindas aos candidatos de primeiro mandato.
“Este partido é de vocês”, declarou. Além disso, destacou a missão dos parlamentares: “Temos um papel fundamental de pacificar o país, valorizando a boa política. Contem comigo que a gente vai fazer um partido muito grande, a gente vai fazer a diferença para o Brasil”.
Em busca da reeleição
Motta já conta com o apoio de 15 partidos para se reeleger. São eles União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, PSB, PDT, PT, PCdoB e PV.
Essas siglas representarão 361 potenciais votos no próximo ano, 104 acima dos 257 necessários para Motta conseguir ficar à frente da Câmara por mais dois anos.
O PL, que terá a maior bancada da Casa no próximo ano, com 121 deputados, ainda não decidiu se apoiará a reeleição de Motta ou lançará candidatura própria.
A definição ficará para a próxima semana. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), ressaltou que a preocupação da sigla é sobre qual resposta precisa dar ao seu eleitorado.
“[Em relação à] composição dentro da Câmara, nós já fizemos composições. O Senado fez um caminho parecido. No primeiro biênio, ficou sem nenhum tipo de participação, e o Senado, quatro anos depois, voltou fortalecidíssimo. Então, aqui é um exemplo do que pode acontecer. Estar isolado, em um primeiro momento, não significa uma má estratégia, mas não estou decidindo. Essa não é uma decisão pessoal da liderança, nem do PL e muito menos da oposição, que também faltam três meses para essa eleição”, falou o líder.
A eleição para presidente da Câmara dos Deputados será realizada em 1º de fevereiro de 2027.
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