“Estou disposto a aceitar esses resultados”, diz Trump
Partido do presidente dos EUA perdeu a maioria tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que irá aceitar os resultados das midterms, eleições de meio de mandato nos EUA. Seu partido, o Republicano, perdeu a maioria tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado.
“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou o republicano ao New York Times.
“Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento”, acrescentou.
Até o momento, os democratas elegeram 20 senadores e alcançaram 54 das 100 cadeiras da Casa, enquanto os republicanos têm 44. Outras duas aguardam resultado.
Na Câmara, os democratas já conquistaram 228 cadeiras, ante 139 dos republicanos.
Mr. Veto
Após a confirmação da derrota republicana no Congresso, Trump publicou a foto de um boné vermelho com a palavra “veto” na rede Truth Social.
Antes da eleição, ele disse a um podcast que se tornaria o “Mr. Veto” caso o Partido Democrata conquistasse a maioria dos assentos na Câmara e no Senado.
Trump vira um pato manco
A perda da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado torna Donald Trump um pato manco.
A expressão é usada para designar presidentes que perdem força, porque não podem mais tentar um novo mandato ou perderam a maioria no Congresso.
Como toda lei precisa ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado, ficará mais difícil para o presidente emplacar qualquer legislação.
É a Câmara também que decide o orçamento. Projetos de Trump, como as operações de deportação em massa ou a expansão de centros de detenção, poderão ter a verba cortada.
E os deputados ainda podem formar comissões para investigar atos do presidente e iniciar um processo de impeachment.
Política externa
A derrota no Legislativo não deve calar de todo o presidente americano, que continuará tendo muito poder, principalmente em política externa.
Ainda que o Congresso tente limitar verbas para aventuras bélicas no exterior ou conter os tarifaços contra outros países, Trump poderá agir por meio de decretos executivos, com as desculpas de “emergência nacional” ou “segurança de Estado“.
Como comandante-em-chefe das Forças Armadas, Trump preservará o poder para ordenar deslocamentos militares ou operações militares pontuais, como um novo bombardeio do Irã.
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