Fux defende banimento das apostas online
Ministro do STF afirmou ter se convencido de que a ludopatia é um problema de saúde pública e econômico
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou nesta terça-feira, 3, de forma contrária às plataformas de apostas online, as bets, e defendeu que elas sejam banidas do país.
Fux é relator no Supremo de várias ações sobre as bets.
O magistrado preside uma audiência pública com a participação de clubes de futebol e instituições esportivas contrárias à MP editada pelo presidente Lula (PT), que vetou as apostas.
“Nessas audiências, foram amplamente discutidas as consequências nocivas da atividade das bets”, disse Fux.
“Nós ouvimos toda a sociedade e eu me convenci de que a ludopatia é um problema de saúde pública, é um problema econômico e que deveria ser banida do cenário dos esportes nacionais”, acrescentou.
Lula pressiona STF
Mais cedo, o presidente Lula (PT) publicou um vídeo sobre o assunto.
“É importante que a sociedade civil acompanhe, porque me parece que tem mais gente participando que interessa que as bets continuem funcionando do que as pessoas que são contra as bets. É importante que a sociedade civil participe para que haja justiça na decisão”, disse o petista.
“Poucas pessoas querem que as bets continuem, sobretudo aqueles que querem continuar ganhando dinheiro às custas da violência, às custas do sofrimento das pessoas pobres, que na perspectiva de ficar rico jogam aquilo que não têm”, acrescentou.
“A sociedade civil não pode permitir a continuidade das bets, por isso eu conto com vocês”, concluiu.
Lula e as bets
Lula assinou, às vésperas do primeiro turno das eleições, a medida provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets no Brasil.
A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais.
Além da medida provisória, o governo Lula elaborou projeto de lei para tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa, prevendo, por exemplo, reclusão de quatro a seis anos para a exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira.
O governo federal resolveu acabar com as bets depois de ter arrecadado quase 20 bilhões de reais com impostos.
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