Fumaça cobriu partes da Nova Guiné enquanto incêndios empurraram as emissões de carbono para níveis excepcionalmente altos em plena seca
Satélites registraram fumaça em outubro de 2026 e estimativas indicaram emissões recordes em meio à seca associada ao El Niño.
Fumaça espessa cobriu o sul da Nova Guiné em outubro de 2026, quando incêndios se espalharam durante uma seca agravada pelo El Niño. A imagem do satélite NOAA-20 revelou a extensão das plumas, enquanto estimativas apontaram emissões de carbono excepcionalmente altas tanto em Papua-Nova Guiné quanto na porção indonésia da ilha.
Por que a seca favoreceu incêndios em uma ilha normalmente úmida?
O El Niño alterou a distribuição das chuvas, deixando a vegetação mais seca e inflamável. No extremo sul de Papua-Nova Guiné, áreas de savana e campos da região Trans-Fly passaram mais de 90 dias consecutivos sem chuva, segundo dados reunidos pela NASA Earth Observatory.
Em partes da região, a precipitação desde agosto caiu para aproximadamente 5% a 10% do normal. A ilha reúne florestas tropicais, pântanos e savanas; portanto, não apresenta a mesma vulnerabilidade ao fogo em toda a extensão.

O que a imagem de satélite mostrou sobre as queimadas?
O instrumento VIIRS, a bordo do NOAA-20, fotografou grandes plumas em 11 de outubro de 2026. Os registros revelam a presença de fumaça, não a quantidade exata de carbono liberada.
- Fumaça cobria extensas áreas do terço sul da ilha.
- Plumas se espalhavam sobre a vegetação e águas próximas.
- Montanhas e nuvens permaneciam visíveis na porção norte.
- A poluição chegou a interromper voos e atividades escolares.
As emissões de carbono alcançaram recordes nos dois territórios?
As estimativas da Global Fire Emissions Database distinguem os dois lados da ilha. Os números divulgados pela NASA referem-se ao acumulado até meados de outubro, não ao fechamento do ano.
Por que a maior parte dos incêndios teve origem humana?
Na Nova Guiné, o fogo costuma ser empregado para preparar lavouras, renovar pastagens, abrir terrenos e facilitar práticas de caça. Durante uma seca intensa, essas queimadas podem ultrapassar as áreas previstas, espalhando-se por vegetação que normalmente permaneceria úmida.

O avanço do desmatamento também expõe bordas de florestas ao ressecamento. Nas turfeiras, a NASA explica que a perda de umidade pode permitir incêndios persistentes no subsolo, embora isso não descreva todos os focos da ilha.
Quais consequências aparecem além da fumaça vista do espaço?
A fumaça representa apenas a parte visível de um problema que envolve qualidade do ar, atividades econômicas e liberação de gases. Os efeitos documentados ou associados incluem:
- Atrasos e cancelamentos de voos durante episódios de poluição.
- Fechamento de escolas em áreas expostas à fumaça.
- Maior exposição de moradores à poluição atmosférica próxima ao solo.
- Liberação de carbono antes armazenado na vegetação e nos solos.
A combinação de seca intensa e queimadas humanas ampliou os incêndios
O episódio de 2026 mostra que uma ilha predominantemente úmida pode enfrentar incêndios extensos quando a estiagem se prolonga. Nas savanas, a vegetação já é mais suscetível; nas florestas, a pressão humana amplia a exposição.
As cifras referem-se a estimativas de carbono emitido, não à área queimada. Satélites ajudam a comparar temporadas, enquanto a evolução ambiental dependerá do retorno das chuvas e da recuperação da vegetação.
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