Após 46 anos, gigante dos supermercados encerra sua presença em um país, deixa 188 lojas para trás e vende grande parte da operação a uma concorrente
A retirada de uma operação internacional combinou venda de lojas, transferência de funcionários e fechamento de unidades sem comprador.
Depois de quase cinco décadas, a bandeira deixou de operar na Dinamarca, mas isso não significou o fechamento de todos os imóveis. A Aldi Dinamarca anunciou a saída em dezembro de 2022 e concluiu a retirada da marca em novembro de 2023, após dividir lojas entre vendas e encerramentos.
Por que a Aldi saiu da Dinamarca depois de 46 anos?
A primeira loja dinamarquesa abriu em 1977. Em dezembro de 2022, a rede anunciou que deixaria o país após quase cinco décadas, como parte de uma estratégia da Aldi Nord para concentrar recursos em outros mercados europeus.
A empresa apontou potencial de crescimento e melhores resultados nos outros oito mercados em que atuava na Europa. A decisão dizia respeito à operação dinamarquesa, não ao encerramento da companhia alemã em escala internacional.

O que aconteceu com as 188 lojas que estavam no país?
No fim de 2022, a rede tinha 188 lojas e cerca de 2.800 funcionários. A retirada combinou uma venda de grande porte à REMA 1000, negociações com outras redes e fechamentos de unidades que não tinham comprador.
Os destinos divulgados para os estabelecimentos foram diferentes:
A venda para a REMA 1000 cobriu toda a operação?
Não. O acordo anunciado em dezembro de 2022 previa inicialmente a transferência de 114 lojas para a REMA 1000, condicionada à aprovação das autoridades concorrenciais. No comunicado de outubro de 2023, a Aldi informou que havia vendido 113 unidades à concorrente.
Os números pertencem a etapas diferentes da negociação e não devem ser somados. A empresa também vendeu 16 lojas a outros operadores; cinco dessas unidades já tinham fechado conforme o plano inicial antes de serem transferidas aos novos donos.
Quantos funcionários foram afetados pela retirada?
Na transação principal, aproximadamente 1.600 dos 2.800 empregados deveriam passar para a REMA 1000. A transferência envolvia trabalhadores das lojas, do centro logístico de Kolding e motoristas dos centros de distribuição.
As vendas adicionais de 16 unidades para Salling Group, Lidl e Coop envolveram 134 funcionários. Já o plano de fechamento de 59 lojas sem comprador previa o desligamento de cerca de 625 trabalhadores.
Os números mostram como a saída foi distribuída entre empresas e estabelecimentos:
Quando a última loja deixou de usar a bandeira Aldi?
Em 30 de outubro de 2023, a empresa anunciou que as últimas 15 lojas começariam a liquidação em 24 de novembro e teriam como último dia de funcionamento até 30 de novembro. A retirada da bandeira foi concluída após 46 anos no país.
Esses 15 pontos estavam entre os estabelecimentos que seriam transferidos à REMA 1000 depois do encerramento das atividades com a marca Aldi. Portanto, fechar como Aldi não significava necessariamente que o imóvel permaneceria sem supermercado.
Leia também: Após 60 anos, gigante dos eletrônicos fecha 567 lojas e demite 34 mil trabalhadores com dívida de quase R$ 12 bilhões
A saída da Dinamarca significou falência da rede alemã?
Não. A decisão foi uma retirada de mercado, com venda de ativos, conversão de lojas e fechamento de unidades específicas. A Aldi continuou operando em outros países, e a estratégia anunciada pela Aldi Nord previa foco nos demais mercados europeus.
O comunicado de encerramento da Aldi Dinamarca registrou o fim da bandeira em novembro de 2023, não uma falência global. O caso foi o abandono de um mercado nacional, enquanto parte das lojas continuou sob outras marcas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)