Cones de estilhaçamento encontrados em rochas de Quebec confirmaram que um círculo visto por acaso em mapas era uma cratera de 390 milhões de anos
Cones de estilhaçamento encontrados em diferentes afloramentos descartaram origem vulcânica ou tectônica para a formação circular

O que você vai ver
- Como o círculo foi notado pela primeira vez em mapas de satélite.
- Por que essa formação não havia sido reconhecida antes.
- Que evidência nas rochas confirmou que era mesmo um impacto.
- Como os cientistas calcularam a idade de 390 milhões de anos.
- Por que essa descoberta importa para o estudo da Terra.
Uma formação circular notada por acaso em imagens de satélite no nordeste de Quebec, no Canadá, acabou confirmada como uma cratera de impacto com cerca de 390 milhões de anos, batizada de Uhackatik.
Como o círculo foi notado?
Em 2024, o astrônomo amador Joël Lapointe procurava locais para acampar na região de Côte-Nord quando percebeu, em imagens de satélite, uma formação aproximadamente circular ao redor do Lago Marsal, numa área remota e coberta por vegetação; intrigado, ele contatou pesquisadores que estudam estruturas de impacto e compartilhou a localização.
☄️ הוא הבחין בעיגול מוזר בגוגל מפות. כמעט שלוש שנים אחר כך התברר שמדובר במכתש בן 390 מיליון שנה בסוף 2023, ז׳ואל לפואנט, אסטרונום חובב מקוויבק, חיפש בגוגל מפות מקום לטיול קמפינג בצפון קנדה. במהלך החיפוש הוא הבחין במבנה עגול כמעט לחלוטין, בקוטר של 25 קילומטרים. כשהוא בדק את מאגרי המכתשים המוכרים, הוא גילה שהמקום כלל אינו מופיע בהם. הוא פנה לחוקרים, אבל בתחילה הם היו ספקנים. מומחים מקבלים לא מעט דיווחים על "מכתשים חדשים", ורובם מתבררים בסוף כתצורות טבעיות רגילות. אלא שהמקרה הזה נראה שונה. באוקטובר 2025 יצאה משלחת לאזור המרוחק. כבר ביום השני נמצאו בסלעים סימנים שנוצרים רק בעקבות גל הלם קיצוני, יחד עם שכבות של סלע שהותך מעוצמת הפגיעה. הבדיקות אישרו שמדובר במכתש שנוצר מפגיעת גוף מהחלל לפני 390 מיליון שנה, הרבה לפני הופעת הדינוזאורים. המכתש קיבל את השם Uhackatik, והממצאים נחשפים כעת לציבור לקראת הצגתם הרשמית בפני הקהילה המדעית. לפעמים תגלית מדעית ענקית מתחילה מאדם אחד שמסתכל בגוגל מפות ושואל רגע, מה זה העיגול הזה?
— Alex Tseitlin (@AlexTseitlin) July 21, 2026
Por que não tinha sido reconhecida antes?
A região combina florestas densas, pântanos, lagos e terrenos rochosos de difícil acesso, e vista do solo a formação não lembra uma cratera convencional, já que suas bordas foram profundamente modificadas pela erosão ao longo de centenas de milhões de anos, deixando apenas uma depressão discreta reconhecível principalmente em imagens aéreas.
Que evidência confirmou o impacto?
O indício decisivo veio de estruturas chamadas cones de estilhaçamento, fraturas com superfícies estriadas e formato cônico produzidas quando ondas de choque extremamente intensas atravessam rochas; encontrados em diferentes afloramentos durante uma expedição liderada pelo geólogo planetário Gordon Osinski, da Western University, em outubro de 2025, esses cones são considerados evidência diagnóstica de impactos de alta velocidade, descartando origem vulcânica ou tectônica.
Como a idade foi calculada?
A equipe usou informações paleomagnéticas preservadas nas rochas fundidas pelo impacto, comparando sua orientação magnética com a história conhecida do campo magnético terrestre, chegando a um intervalo entre 370 e 400 milhões de anos, com referência central próxima de 390 milhões; análises preliminares de cristais de zircão forneceram idades compatíveis, embora a cronologia ainda precise ser refinada.
🚨 A giant impact crater was hiding in a remote part of Quebec — and an amateur astronomer spotted it while looking for a campsite. The newly studied Uhackatik structure is about 25 km wide and formed roughly 390 million years ago. 🌍☄️ via NASA https://t.co/gmaaQ9A4pm
— AstroScroll (@astroscroll) September 18, 2026
Por que a descoberta importa?
A Terra apaga continuamente vestígios de colisões antigas através da erosão, do vulcanismo e da movimentação das placas tectônicas, e embora existam cerca de 200 estruturas de impacto reconhecidas no planeta, muitas outras podem seguir escondidas; o nome Uhackatik foi escolhido após consultas ao Conselho Innu de Ekuanitshit, comunidade indígena da região onde o impacto ocorreu.
Estruturas antigas identificadas quase por acaso em imagens disponíveis ao público também aparecem na reportagem sobre a baleia-jubarte que ficou horas ao lado do próprio filhote morto na Austrália.
Mais detalhes sobre a pesquisa estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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