Uma baleia-jubarte ficou horas ao lado do próprio filhote morto na Austrália, e cientistas documentaram o caso pela primeira vez em detalhe
Diferente de baleias dentadas, que erguem os filhotes mortos à superfície, essa jubarte manteve contato repetido debaixo d'água

O que você vai ver
- Onde e quando o episódio aconteceu.
- O que a mãe fez junto ao filhote morto.
- Por que esse comportamento é considerado raro de documentar.
- Como esse comportamento se compara ao de outras baleias.
- Os cientistas confirmam que o comportamento é mesmo luto.
Uma fêmea de baleia-jubarte permaneceu por horas ao lado do próprio filhote morto na costa da Austrália, e pesquisadores consideram o caso a primeira documentação científica detalhada desse tipo de resposta materna na espécie.
Onde e quando aconteceu?
O episódio ocorreu em 17 de julho de 2025, perto do recife de Palm Beach, na Gold Coast, quando duas jubartes adultas, com cerca de 12 a 13 metros, foram vistas se movendo lentamente na mesma área; por volta das 8h, uma delas realizava mergulhos curtos e retornava repetidamente ao mesmo ponto, e pouco depois uma membrana amniótica apareceu na superfície, indicando que um parto havia ocorrido entre 8h e 8h30.

O que a mãe fez junto ao filhote?
Filmagens subaquáticas mostraram um filhote imóvel no fundo, com menos de 4 metros de comprimento e sem sinais visíveis de respiração; a fêmea se aproximou repetidas vezes, tocou o corpo dele com a cabeça e com a nadadeira peitoral, e em alguns momentos permaneceu imóvel ao lado do filhote, mantendo contato prolongado por horas.
Por que o comportamento é raro?
Pesquisadores da Griffith University e da Sea World Foundation, liderados por Olaf Meynecke, descrevem o caso como a primeira documentação científica detalhada desse tipo de comportamento pós-morte prolongado numa jubarte, publicada na revista Discover Animals; episódios assim são raramente observados porque dependem de testemunhas no momento exato em que algo dá errado durante o parto no mar aberto.
Como isso se compara a outras baleias?
Meynecke destaca que essa jubarte manteve atenção prolongada e contato repetido com o filhote debaixo da superfície, diferente de baleias dentadas, como orcas e golfinhos, que costumam erguer os filhotes mortos acima da água, comportamento já registrado com mais frequência em outras espécies.

Isso é mesmo luto?
Os próprios pesquisadores são cautelosos: o estudo não consegue provar de forma definitiva que a baleia estava sentindo luto, já que atribuir emoções humanas a animais exige cautela científica, mas reconhecem que o comportamento sugere algum tipo de vínculo entre mãe e filhote que vai além do instinto reprodutivo básico.
Comportamentos raros que só puderam ser documentados graças a uma testemunha no momento certo também aparecem na reportagem sobre os documentos que corrigiram a data de uma tempestade solar famosa.
Mais detalhes sobre a pesquisa estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)