Uma ponte de 5,60 metros de largura será ampliada para 13,45 metros em uma obra de R$ 11 milhões que exige meses de interdição de uma rodovia federal brasileira
A obra combina recuperação estrutural, ampliação do tabuleiro e mudanças no tráfego de uma ligação rodoviária do sertão paraibano.
Uma ponte estreita na BR-361, no sertão da Paraíba, passa por uma intervenção que altera o espaço destinado a veículos, ciclistas e pedestres. A ponte do Rio Piancó recebe reforço e alargamento pelo DNIT, mas os comunicados de 2026 usam medidas diferentes para a largura final.
Por que a ponte da BR-361 precisa de reforço?
A travessia fica no km 84 da BR-361/PB, no Vale do Piancó, e integra uma rota usada por municípios do sertão. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) executa a reabilitação para recuperar a estrutura e melhorar a circulação.
O rio Piancó dá nome à região e à bacia hidrográfica. O projeto integra o PROARTE, programa federal de manutenção e reabilitação de pontes e outras estruturas rodoviárias.

Como a largura prevista mudou entre maio e setembro?
Em 7 de maio de 2026, o DNIT informou que a plataforma passaria de 5,60 metros para 13,45 metros. O anúncio previa ampliar a pista, instalar ciclofaixas e construir passeios, com investimento de R$ 11 milhões.
Já o aviso publicado em 23 de setembro descreveu a mudança de 6 metros para 14,45 metros e programou a interdição total por quatro meses. Os documentos não explicam a diferença entre as medições, que precisam ser atribuídas às respectivas datas.
As medidas e os componentes previstos aparecem em registros distintos:
O que está incluído no investimento de R$ 11 milhões?
O valor aproximado de R$ 11 milhões foi apresentado para recuperar a ponte, não toda a BR-361. O escopo divulgado inclui reforço estrutural, ampliação da pista, ciclofaixas e passeios para pedestres.
A intervenção alcança a mesoestrutura e os encontros, partes que sustentam e conectam a ponte às margens. O comunicado técnico do DNIT descreve o reforço dessas áreas antes da ampliação do tabuleiro.
Por que o trânsito foi programado para ficar interrompido?
A comunicação publicada em 23 de setembro de 2026 programou a interdição total a partir do dia 25, por quatro meses, para permitir restauração, requalificação e alargamento. A medida foi apresentada como necessária à segurança de trabalhadores e usuários.
O aviso registrou cerca de 3 mil veículos por dia no local. Esse fluxo dimensiona o impacto regional, mas a publicação é datada e não confirma, por si só, as condições atuais da rodovia.
Os marcos oficiais mostram a evolução do cronograma em 2026:
Quais melhorias a nova plataforma deve oferecer?
A configuração divulgada em setembro prevê acostamentos e passeio, enquanto o anúncio de maio também menciona ciclofaixas. Esses espaços separam parte do deslocamento de pedestres e ciclistas do fluxo de veículos durante a circulação.
O DNIT estimou que cerca de 150 mil pessoas do Vale do Piancó seriam beneficiadas. A ponte atende deslocamentos locais e o transporte agropecuário, mas a ampliação só produzirá esse efeito completo depois da liberação da estrutura.
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Quando a ponte deve voltar a receber o tráfego?
O comunicado de maio apontou janeiro de 2027 como previsão de conclusão. A nota de setembro programou quatro meses de interdição a partir do dia 25, prazo que também alcança o início de 2027.
As referências indicam uma janela aproximada, não uma entrega comprovada. Como os documentos divergem nas dimensões finais, a confirmação da largura executada e da reabertura depende de atualização oficial posterior.
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