Policial suspeito de favorecer Renato Cariani será investigado
Segundo o MP, mensagens no celular do empresário indicam que agente fornecia informações sobre diligências
A Polícia Civil de São Paulo vai investigar a possível atuação de um policial para frear uma apuração envolvendo o empresário e fisiculturista Renato Cariani (foto), acusado de desviar produtos químicos usados na fabricação de drogas.
O Ministério Público afirma que mensagens encontradas no celular do influenciador indicam que o agente fornecia informações sobre a investigação e teria agido para dificultar seu avanço.
O policial citado é André Dziuba. Segundo as alegações finais do Ministério Público, Cariani mantinha contato com o agente enquanto acompanhava uma investigação anterior sobre sua indústria química.
As conversas indicariam acesso a informações sobre diligências e tentativas de interferir no andamento do inquérito.
A Polícia Civil informou que a Corregedoria Geral vai instaurar um procedimento para apurar os fatos. O órgão afirmou que fará análises, oitivas e diligências para esclarecer o caso.
Pedido de condenação
Nas alegações finais, o MP pediu a condenação de Cariani por associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.
A investigação aponta desvio de produtos químicos para a produção de cocaína e crack entre 2016 e 2020.
Cariani nega as acusações e afirma que sua empresa foi vítima de fraude.
A defesa também contestou as conclusões da Promotoria e disse que responderá aos argumentos no processo, que aguarda a manifestação final dos advogados antes da sentença.
Outros réus
O Ministério Público pediu a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na empresa Anidrol, e a condenação de Fábio Spinola Mota, apontado como intermediário no esquema e integrante do PCC.
A defesa de Mota também nega as acusações e afirma que as provas produzidas durante o processo contradizem a denúncia.
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